A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor), articulação que monitora ataques a comunicadores e jornalistas e atua em ações de proteção e incidência, realizará nova edição do monitoramento conjunto da violência contra profissionais da comunicação durante as eleições. O levantamento abrangerá o período de 16 de agosto, início oficial da campanha eleitoral, a 27 de outubro, data do segundo turno, e incluirá ataques offline, reportados às organizações da CDJor, e online, registrados nas plataformas X e Instagram, consideradas de maior uso pelas candidaturas e atores políticos. Em função do nível de toxicidade das postagens monitoradas nas eleições de 2024, o Tik Tok também será acompanhado.
No âmbito digital, assim como em sua última edição, o monitoramento de 2026 contará com a parceria técnica do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo. Serão analisadas postagens direcionadas a jornalistas e veículos com atuação nacional e estadual, feitas por candidatos à presidência da República, governos estaduais e Senado. Postagens e comentários de usuários em geral também serão monitorados, via registro de hashtags e expressões hostis ao trabalho jornalístico.
A novidade deste ano será uma análise qualitativa de discursos misóginos proferidos no período contra mulheres jornalistas. A CDJor publicará boletins quinzenais com os principais dados levantados e dois relatórios analíticos – ao final do primeiro e do segundo turnos – com avaliações aprofundadas dos ataques registrados.
Integram a CDJor as organizações ARTIGO 19 Brasil e América do Sul, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação de Jornalismo Digital (Ajor), Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca), Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Instituto Vladimir Herzog (IVH), Instituto Palavra Aberta, Instituto Tornavoz e Repórteres Sem Fronteiras (RSF).