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	<title>Coalizão Defesa do Jornalismo, Autor em COALIZÃO - Em defesa da liberdade de imprensa no Brasil</title>
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	<description>Coalizão em Defesa do Jornalismo, a CDJor, é uma articulação de 11 organizações da sociedade civil que trabalham para protege as liberdades de imprensa e expressão no Brasil.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 Sep 2026 17:47:21 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Coalizão Defesa do Jornalismo, Autor em COALIZÃO - Em defesa da liberdade de imprensa no Brasil</title>
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		<title>Ataques online à imprensa crescem 67,3% na segunda quinzena de campanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Coalizão Defesa do Jornalismo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 13:42:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Monitoramento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À medida que a campanha eleitoral ganha intensidade e amplia a circulação de conteúdos políticos nas redes sociais, cresce também o volume de agressões direcionadas à imprensa. Entre 30 de agosto e 12 de setembro, foram identificados 4.400 ataques contra jornalistas, veículos e a imprensa em geral no X e no Instagram, um aumento de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">À medida que a campanha eleitoral ganha intensidade e amplia a circulação de conteúdos políticos nas redes sociais, cresce também o volume de agressões direcionadas à imprensa. Entre 30 de agosto e 12 de setembro, foram identificados </span><strong>4.400 ataques contra jornalistas, veículos e a imprensa em geral</strong><span style="font-weight: 400;"> no X e no Instagram, um aumento de </span><strong>67,3%</strong><span style="font-weight: 400;"> em relação aos 2.630 registrados nas duas semanas anteriores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O crescimento ocorreu em um período de forte expansão da própria conversa eleitoral nas redes. O universo de conteúdos coletados pelo monitoramento aumentou </span><b>128%</b><span style="font-weight: 400;">, passando de 519.224 posts e comentários na primeira quinzena para 1.183.753 na segunda. Os ataques, portanto, cresceram em números absolutos, mas em ritmo menor que o conjunto de conteúdos eleitorais analisados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos ataques identificados no segundo período, </span><strong>3.011 ocorreram no Instagram e 1.389 no X</strong><span style="font-weight: 400;"><strong>.</strong> Assim como nas primeiras semanas da campanha, o Instagram concentrou o maior volume absoluto, mas os ataques foram proporcionalmente mais frequentes no X. Foram analisados </span><strong>89.118 posts, reposts e comentários no X</strong><span style="font-weight: 400;">, diante de </span><strong>1.094.635 posts e comentários no Instagram.</strong></p>
<h2><strong>Hostilidade atinge mais jornalistas e veículos</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O crescimento dos ataques também ampliou o conjunto de alvos. Entre 30 de agosto e 12 de setembro, </span><strong>86 jornalistas e 109 veículos distintos</strong><span style="font-weight: 400;"> foram atingidos nas duas plataformas, ante 46 jornalistas e 91 veículos na quinzena anterior. Meios de alcance nacional permaneceram em destaque: no X, a </span><strong>Folha de S.Paulo recebeu 241 ataques</strong><span style="font-weight: 400;">, seguida por GloboNews (206) e g1 (161). A audiência e o alcance desses veículos, que aumentam sua exposição nas redes, também devem ser considerados na leitura dos números.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><strong>eleição presidencial concentrou a maior parte da hostilidade diretamente associada às disputas eleitorais</strong><span style="font-weight: 400;">. Dos 3.026 ataques identificados nesse contexto, </span><strong>2.232 estavam ligados à disputa presidencial e 794 às estaduais</strong><span style="font-weight: 400;"> — quase três em cada quatro registros.</span></p>
<h2><strong>Deslegitimação segue em destaque</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com a ampliação dos alvos, </span><strong>os padrões de hostilidade permaneceram semelhantes aos observados no início da campanha</strong><span style="font-weight: 400;"><strong>.</strong> Expressões como “imprensa militante”, “mídia golpista”, “jornalista militante”, “fake news”, “caiu Pix” e “imprensa vendida” continuaram associando jornalistas e veículos a interesses políticos ou financeiros e colocando em dúvida a independência de seu trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma vez, esse tipo de ataque apareceu em diferentes posições do espectro político. Coberturas sobre o Banco Master, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo federal estiveram entre os contextos que desencadearam agressões, muitas vezes deslocando a contestação da reportagem para a credibilidade ou características pessoais dos profissionais.</span></p>
<h2><strong>Disputas estaduais criam novos focos de hostilidade</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse cenário também se refletiu na </span><strong>mudança da distribuição geográfica dos ataques ligados às eleições estaduais</strong><span style="font-weight: 400;">. Se nas primeiras duas semanas São Paulo (80) liderava, entre 30 de agosto e 12 de setembro </span><strong>Minas Gerais passou à frente, com 213 ataques</strong><span style="font-weight: 400;">, seguido por São Paulo (174), Bahia (94), Distrito Federal (86) e Pernambuco (64).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O crescimento em Minas Gerais coincidiu com a repercussão de coberturas envolvendo atores políticos do estado, especialmente as relacionadas ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e ao banqueiro Daniel Vorcaro, no contexto do caso Banco Master, que estiveram entre os temas que desencadearam ataques contra jornalistas e veículos no período.</span></p>
<h2><strong>Violência de gênero</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A dimensão de gênero também permanece relevante. No Instagram, foram identificados </span><strong>636 ataques direcionados a jornalistas específicos</strong><span style="font-weight: 400;">, dos quais </span><strong>375 atingiram mulheres e 261 homens</strong><span style="font-weight: 400;">. Assim, mulheres foram alvo de </span><strong>59% das agressões</strong><span style="font-weight: 400;">, apesar de o número de profissionais homens atingidos ter sido maior: foram 39 homens e 25 mulheres. </span><span style="font-weight: 400;">No X, 22 mulheres foram atingidas e concentraram 280 dos 530 ataques direcionados a jornalistas específicos <strong>(</strong></span><strong>52,8%). </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O dado mostra uma concentração maior da violência sobre as mulheres atingidas e dá continuidade a um padrão observado na primeira quinzena, quando elas receberam cerca de dois terços dos ataques direcionados a jornalistas específicos nas duas plataformas.</span></p>
<h2><strong>Misoginia e ameaças contra Juliana Dal Piva</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ataques contra a jornalista </span><strong>Juliana Dal Piva</strong><span style="font-weight: 400;"> são um dos casos emblemáticos do período e mostram como a deslegitimação profissional pode se combinar à violência de gênero. Após conteúdos relacionados ao seu trabalho jornalístico sobre áudios envolvendo Nikolas Ferreira e Vorcaro, Dal Piva recebeu mensagens que a acusavam de produzir “fake news”, além de agressões de caráter sexual e misógino. Entre os conteúdos identificados, houve ainda </span><strong>incentivo à violência física contra a jornalista</strong><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos ataques digitais, a cobertura de Dal Piva sobre a relação entre Nikolas Ferreira e Vorcaro, também resultou em um processo judicial contra o ICL Notícias, veículo que publicou as reportagens. A Justiça Eleitoral de Minas Gerais concedeu uma liminar que determinava a </span><strong>censura completa da reportagem</strong><span style="font-weight: 400;">, depois, o magistrado autorizou a republicação, mas foram proibidos de incluir a palavra “lindão” no texto. </span></p>
<h2><strong>X mantém maior índice de toxicidade</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><strong>X manteve o maior índice de toxicidade</strong><span style="font-weight: 400;"> entre as duas plataformas analisadas. Entre 30 de agosto e 12 de setembro, a média foi de </span><strong>38,2%</strong><span style="font-weight: 400;">, repetindo o índice registrado na quinzena anterior. No Instagram, a toxicidade apresentou uma pequena redução, de </span><strong>23,7% para 22,9%</strong><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A análise é realizada pelo monitoramento da CDJor em parceria com o ITS Rio, utilizando a ferramenta Perspective API, do Google, que atribui a cada mensagem uma pontuação de toxicidade em uma escala de 0% a 100%. Quanto mais próximo de 100%, maior a probabilidade de o conteúdo ser percebido como tóxico pelos usuários.</span></p>
<h2><strong>Violência afasta veículo da cobertura eleitoral</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora das redes, o </span><strong>Tapajós de Fato</strong><span style="font-weight: 400;">, veículo independente de Santarém (PA), decidiu não cobrir as eleições de 2026 após anos de ameaças e episódios de violência contra sua equipe. A redação desistiu antes da primeira reportagem e deixou de realizar pautas previstas sobre vínculos de candidatos com garimpo, agronegócio e grandes obras que afetam a região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão ocorre após uma sequência de intimidações. Nas eleições de 2022, os pneus do carro usado pela equipe foram rasgados e, posteriormente, a cabeça decapitada de um gato foi deixada ao lado de um bilhete com ameaça de morte ao fundador do veículo. O caso mostra um dos efeitos mais graves da violência contra a imprensa: quando o risco impede uma cobertura de acontecer, informações de interesse público também deixam de circular.</span></p>
<h2><strong>Como funciona o monitoramento</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dados fazem parte do monitoramento da </span><strong>Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor)</strong><span style="font-weight: 400;"> sobre ataques à imprensa durante as eleições de 2026. A coleta e o processamento dos conteúdos do X e do Instagram são realizados pelo </span><strong>Laboratório de Internet e Ciência de Dados (Labic)</strong><span style="font-weight: 400;"><strong>,</strong> do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Espírito Santo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A metodologia considera publicações e comentários envolvendo candidatos à Presidência, Congresso Nacional e governos estaduais, jornalistas e veículos, além de </span><strong>652 termos e hashtags ofensivos</strong><span style="font-weight: 400;">. Os conteúdos filtrados são processados e analisados para identificar ataques e suas características. Publicados quinzenalmente durante a campanha, os boletins também acompanham episódios emblemáticos que ultrapassam o ambiente digital, permitindo observar como diferentes formas de violência e pressão afetam o exercício do jornalismo e a circulação de informações de interesse público.</span></p>
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		<title>Coalizão em Defesa do Jornalismo monitorará ataques contra profissionais da comunicação nas eleições de 2026</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/noticias/coalizao-em-defesa-do-jornalismo-monitorara-ataques-contra-profissionais-da-comunicacao-nas-eleicoes-de-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Coalizão Defesa do Jornalismo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 16:35:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Monitoramento]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor), articulação que monitora ataques a comunicadores e jornalistas e atua em ações de proteção e incidência, realizará nova edição do monitoramento conjunto da violência contra profissionais da comunicação durante as eleições. O levantamento abrangerá o período de 16 de agosto, início oficial da campanha eleitoral, a 27 de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://emdefesadojornalismo.org.br/quem-somos/"><span style="font-weight: 400;">Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor)</span></a><span style="font-weight: 400;">, articulação que monitora ataques a comunicadores e jornalistas e atua em ações de proteção e incidência, realizará nova edição do monitoramento conjunto da violência contra profissionais da comunicação durante as eleições. O levantamento abrangerá o período de 16 de agosto, início oficial da campanha eleitoral, a 27 de outubro, data do segundo turno, e incluirá ataques offline, reportados às organizações da CDJor, e online, registrados nas plataformas X e Instagram, consideradas de maior uso pelas candidaturas e atores políticos. Em função do nível de toxicidade das postagens monitoradas nas eleições de 2024, o Tik Tok também será acompanhado.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No âmbito digital, assim como em sua última edição, o monitoramento de 2026 contará com a parceria técnica do </span><a href="https://comunicacaosocial.ufes.br/pt-br/labic"><span style="font-weight: 400;">Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Serão analisadas postagens direcionadas a jornalistas e veículos com atuação nacional e estadual, feitas por candidatos à presidência da República, governos estaduais e Senado. Postagens e comentários de usuários em geral também serão monitorados, via registro de hashtags e expressões hostis ao trabalho jornalístico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A novidade deste ano será uma análise qualitativa de discursos misóginos proferidos no período contra mulheres jornalistas. A CDJor publicará boletins quinzenais com os principais dados levantados e dois relatórios analíticos &#8211; ao final do primeiro e do segundo turnos &#8211; com avaliações aprofundadas dos ataques registrados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Integram a CDJor as organizações ARTIGO 19 Brasil e América do Sul, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação de Jornalismo Digital (Ajor), Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca), Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Instituto Vladimir Herzog (IVH), Instituto Palavra Aberta, Instituto Tornavoz e Repórteres Sem Fronteiras (RSF).</span></p>
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		<item>
		<title>Sigilo da fonte é garantia constitucional para proteger  direito da sociedade à informação</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/notas-e-posicionamentos/sigilo-da-fonte-e-garantia-constitucional-para-proteger-direito-da-sociedade-a-informacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Coalizão Defesa do Jornalismo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 17:27:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notas e posicionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O princípio do sigilo da fonte do trabalho jornalístico, previsto na Constituição Federal no artigo 5º, inciso XIV, é fundamental para a garantia do direito de acesso à informação da população e constitui um dos vértices de sustentação do Estado Democrático de Direito. A proteção constitucional é relevante: o enfraquecimento dessa salvaguarda faz com que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O princípio do sigilo da fonte do trabalho jornalístico, previsto na Constituição Federal no artigo 5º, inciso XIV, é fundamental para a garantia do direito de acesso à informação da população e constitui um dos vértices de sustentação do Estado Democrático de Direito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proteção constitucional é relevante: o enfraquecimento dessa salvaguarda faz com que denúncias de interesse público deixem de ser realizadas. Sem o sigilo garantido, denunciantes de crimes ou atos ilícitos deixarão de procurar a imprensa por receio legítimo de represálias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jornalistas estão sujeitos à legislação, como quaisquer cidadãos, e podem ser investigados por eventuais crimes. Contudo, não se pode admitir a inversão da lógica investigativa e violar a garantia constitucional do sigilo de fonte com o intuito de prospe</span><span style="font-weight: 400;">ctar informações e tentar encontrar indícios de atividades ilícitas. Neste sentido, as decisões monocráticas de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em março passado, determinaram a quebra do sigilo de um jornalista e, esta semana, autorizaram uma operação contra uma de suas fontes, configuram um precedente perigoso para uma imprensa livre.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário prevêem a mesma proteção. O artigo 19 do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, do qual o Brasil é parte, protege a liberdade de buscar, receber e difundir informações. Ao interpretar essa disposição, o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas estabeleceu que os Estados devem reconhecer e respeitar o direito dos jornalistas de não revelar suas fontes de informação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">No sistema interamericano, a mesma proteção decorre do artigo 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e é expressamente reconhecida pela Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão da CIDH, que assegura aos comunicadores sociais o direito à reserva de suas fontes, anotações e arquivos profissionais. Ainda, a Declaração de Chapultepec estabelece que “não se poderá obrigar a nenhum jornalista a revelar suas fontes de informação”.</span></span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale lembrar que, juridicamente, uma quebra do sigilo injustificável pode resultar na invalidação das provas coletadas, o que viria a prejudicar, no futuro, </span><span style="font-weight: 400;">a própria responsabilização por eventuais crimes cometidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor), que reúne dez organizações que atuam em defesa de condições livres, seguras e independentes para o trabalho da imprensa, manifesta profunda preocupação quanto à  violação de um princípio constitucional, suas consequências e impactos sobre o jornalismo brasileiro. Pede, assim, que o plenário do Supremo Tribunal Federal possa, em consonância com sua histórica defesa da liberdade de imprensa, restabelecer a proteção ao sigilo de fonte, reafirmando a jurisprudência nacional sobre o tema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Coalizão em Defesa do Jornalismo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">14 de agosto de 2026</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>CDJor repudia censura judicial contra a Agência Aos Fatos</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/notas-e-posicionamentos/cdjor-repudia-censura-judicial-contra-a-agencia-aos-fatos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Coalizão Defesa do Jornalismo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 18:17:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notas e posicionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) repudia a decisão judicial que determinou a remoção da reportagem “Corrida dos data centers no Brasil ignora impacto ambiental e tem até uso de identidades falsas”, publicada pela Agência Aos Fatos, bem como proibiu sua republicação enquanto tramita a ação judicial movida pela empresa RT-One Corporation. Embora a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) repudia a decisão judicial que determinou a remoção da reportagem “Corrida dos data centers no Brasil ignora impacto ambiental e tem até uso de identidades falsas”, publicada pela Agência Aos Fatos, bem como proibiu sua republicação enquanto tramita a ação judicial movida pela empresa RT-One Corporation. Embora a decisão liminar que determinou a remoção da matéria tenha sido posteriormente suspensa pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), o processo segue em tramitação na primeira instância, o que é preocupante para a liberdade de imprensa e o exercício do jornalismo investigativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reportagem trata de tema de evidente interesse público ao abordar impactos ambientais, consumo energético, incentivos públicos e controvérsias relacionadas à expansão de projetos de data centers no Brasil. A apuração foi construída com base em documentos públicos, procedimentos administrativos, manifestações institucionais, reportagens de outros veículos e pedidos formais de posicionamento encaminhados às partes citadas antes da publicação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão liminar determinou a retirada integral da matéria, a remoção de conteúdos relacionados em redes sociais e ainda proibiu novas publicações sobre o tema, sob pena de multa diária. Trata-se de medida incompatível com os parâmetros constitucionais estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF 130, que veda mecanismos de censura prévia e reconhece a posição central da liberdade de imprensa no regime democrático.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também preocupa a adoção de mecanismos amplos de controle judicial sobre futuras publicações jornalísticas relacionadas ao caso, criando ambiente de insegurança jurídica e potencial intimidação ao exercício do jornalismo investigativo. O uso de medidas judiciais para impedir previamente a circulação de informações de interesse público produz efeito silenciador não apenas sobre o veículo atingido, mas sobre todo o ecossistema de mídia independente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão do ministro Cristiano Zanin reafirma a necessidade de observância das garantias constitucionais de liberdade de expressão e de imprensa, especialmente diante de medidas judiciais que possam resultar em censura de conteúdos jornalísticos de interesse público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A CDJor reafirma sua solidariedade à Agência Aos Fatos e alerta para o crescimento de estratégias de assédio judicial e censura contra jornalistas e veículos de comunicação, especialmente aqueles dedicados à investigação de temas de interesse público. </span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>CDJor manifesta solidariedade a repórter d’O Joio e o Trigo, atacado por representantes do setor de tabaco</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/notas-e-posicionamentos/cdjor-manifesta-solidariedade-a-reporter-do-joio-e-o-trigo-atacado-por-representantes-do-setor-de-tabaco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Coalizão Defesa do Jornalismo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 14:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notas e posicionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) se solidariza com Pedro Nakamura, jornalista d’O Joio e o Trigo, agredido durante a cobertura da Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, em Genebra, Suíça. O repórter foi hostilizado na segunda-feira, 17/11, ao relatar a presença no evento de organizações ligadas à produção de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) se solidariza com Pedro Nakamura, jornalista d’O Joio e o Trigo, agredido durante a cobertura da Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, em Genebra, Suíça. O repórter foi hostilizado na segunda-feira, 17/11, ao relatar a presença no evento de organizações ligadas à produção de tabaco e seus representantes parlamentares. Mesmo sem credenciamento, o grupo tentou entrar na conferência, que não permite a presença de pessoas ligadas ao setor.</p>
<p>Os ataques vieram depois de Nakamura questionar os parlamentares da bancada e representantes do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) sobre a presença não autorizada. Além de ofensas verbais, uma assessora de imprensa do SindiTabaco chegou a tentar desligar o gravador do jornalista.</p>
<p>A CDJor repudia os ataques ao jornalista e reafirma a importância da liberdade de imprensa na cobertura de um tema tão relevante para a sociedade. Não é a primeira vez que Nakamura é alvo de representantes do setor – isso também aconteceu em setembro deste ano, durante a feira Expointer, no Rio Grande do Sul, quando um parlamentar utilizou seu tempo de fala em um seminário promovido pela Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) para intimidar Pedro Nakamura e atacar o trabalho d’O Joio e o Trigo na cobertura do tema.</p>
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		<title>CDJor repudia ataques à imprensa em evento do governo do estado de Alagoas</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/notas-e-posicionamentos/cdjor-repudia-ataques-a-imprensa-em-evento-do-governo-do-estado-de-alagoas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Coalizão Defesa do Jornalismo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 17:13:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notas e posicionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) repudia veementemente as declarações do coronel da reserva do Exército Márcio Saldanha Walker, proferidas durante evento oficial da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, que associaram veículos de imprensa locais – Mídia Caeté, Extra Alagoas e G1 Alagoas – ao crime organizado. As afirmações aconteceram num contexto de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) repudia veementemente as declarações do coronel da reserva do Exército Márcio Saldanha Walker, proferidas durante evento oficial da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, que associaram veículos de imprensa locais – Mídia Caeté, Extra Alagoas e G1 Alagoas – ao crime organizado.</p>
<p>As afirmações aconteceram num contexto de formação de profissionais de segurança do referido estado, o que intensifica a gravidade das declarações, que sugerem que o trabalho jornalístico sério e independente seria conivente com uma suposta “narcocultura” ou financiado por organizações criminosas.</p>
<p>Além de não corresponderem com a realidade, as alegações contribuem para a estigmatização do trabalho de jornalistas e a normalização de ataques a profissionais, ferindo a liberdade de expressão e de imprensa.</p>
<p>No evento, o coronel da reserva, que atua como palestrante, sugeriu a elaboração de dossiês sobre profissionais da imprensa, bem como a utilização de mecanismos institucionais para pressionar repórteres, o que é uma apologia direta à intimidação institucional contra o exercício da atividade jornalística. Repudiamos esse tipo de prática, lembrando que o jornalismo é parte fundamental para o funcionamento dos processos democráticos.</p>
<p>Além disso, o Brasil registra altos índices de violência contra jornalistas e é preocupante que o governo do estado de Alagoas promova ações que atacam a liberdade de imprensa. Acreditamos que é papel dos governos garantir o livre exercício do jornalismo e a segurança dos profissionais da área como compromisso permanente com cidadãos, a probidade institucional e a integridade da informação.</p>
<p>Causa ainda mais preocupação o fato de a palestra ser proferida por um profissional que atua orientando forças de segurança em diversos estados, o que pode disseminar uma danosa cultura de aversão ao trabalho da imprensa. É uma postura que criminaliza a defesa de direitos humanos, além do exercício do jornalismo.</p>
<p>Manifestamos nossa solidariedade aos jornalistas e veículos de comunicação de Alagoas que foram alvo das afirmações no evento: Mídia Caeté, Extra Alagoas e G1 Alagoas.</p>
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		<title>CDJor repudia ordem judicial contra O Antagonista</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/notas-e-posicionamentos/cdjor-repudia-ordem-judicial-contra-o-antagonista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Coalizão Defesa do Jornalismo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 22:43:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notas e posicionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Coalizão em Defesa do Jornalismo  manifesta sua preocupação com a recente determinação judicial de remoção de uma reportagem publicada pelo portal O Antagonista em 6 de agosto de 2025. A ordem, proferida em caráter liminar pelo 7º Juizado Especial Cível da Capital do Rio de Janeiro, impõe a retirada imediata do ar de uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Coalizão em Defesa do Jornalismo  manifesta sua preocupação com a recente determinação judicial de remoção de uma reportagem publicada pelo portal O Antagonista em 6 de agosto de 2025.</p>
<p>A ordem, proferida em caráter liminar pelo 7º Juizado Especial Cível da Capital do Rio de Janeiro, impõe a retirada imediata do ar de uma matéria que abordou aspectos de uma decisão do juiz Rubens Roberto Rebello Casara, que considerou não haver elementos para determinar a prisão preventiva de pessoa acusada de furto, destacando seu histórico criminal e informações sobre o perfil do magistrado. Vídeos publicados nas redes sociais mostrariam o mesmo acusado envolvido em outro furto após ter sido solto.</p>
<p>Na ação, Casara alega que o acusado não teria 86 passagens pela polícia e sim 14, conforme <a href="https://portaltj.tjrj.jus.br/widget/web/guest/noticias/noticia/-/visualizar-conteudo/5111210/404593274" target="_blank" rel="noopener">nota</a> publicada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e informa não ser mais casado com a filósofa e escritora Márcia Tiburi, informação que constava na matéria d’O Antagonista.</p>
<p>Outra <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/criminoso-com-86-passagens-e-preso-por-furtos-na-zona-sul-do-rio/" target="_blank" rel="noopener">notícia</a> sobre o assunto traz a informação do número de passagens pela polícia do acusado, dada em entrevista pelo delegado da 12ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro.</p>
<p>A CDJor considera que a retirada forçada de conteúdo jornalístico, sobretudo em caráter liminar, sem que o veículo tenha sido ouvido, ameaça o livre exercício do jornalismo no país. Eventuais equívocos devem ser corrigidos pela via do direito de resposta, respeitando-se os procedimentos previstos em lei para tanto, como já decidido pelo STF em diversas oportunidades.</p>
<p><strong>Coalizão em Defesa do Jornalismo, 24 de outubro de 2025.</strong></p>
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		<item>
		<title>CDJor manifesta apoio à jornalista Juliana Dal Piva</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/notas-e-posicionamentos/cdjor-manifesta-apoio-a-jornalista-juliana-dal-piva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Coalizão Defesa do Jornalismo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 23:06:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notas e posicionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Coalizão em Defesa do Jornalismo manifesta seu apoio à jornalista Juliana Dal Piva e sua confiança que o Superior Tribunal de Justiça manterá a decisão tomada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo no caso envolvendo o advogado Frederick Wassef. O tribunal paulista entendeu que uma mensagem enviada por Wassef à jornalista continha um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="content">
<p>A Coalizão em Defesa do Jornalismo manifesta seu apoio à jornalista Juliana Dal Piva e sua confiança que o Superior Tribunal de Justiça manterá a decisão tomada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo no caso envolvendo o advogado Frederick Wassef.</p>
<p>O tribunal paulista entendeu que uma mensagem enviada por Wassef à jornalista continha um &#8220;tom intimidativo e com ameaça velada a possíveis consequências do desempenho da atividade profissional da jornalista&#8221;, assinalando, ainda, que ele interferiu em &#8220;assunto íntimo e pessoal, usando a questão relativa à sexualidade para constranger a autora.&#8221;</p>
<p>Além disso, reconheceu o direito da jornalista de tornar pública a  mensagem recebida, como uma forma de se proteger, afastando a alegação de Wassef de que a publicação teria ferido seu direito à privacidade.</p>
<p>O ministro Bellizze, ao rejeitar o Recurso Especial de Wassef, manteve integralmente este entendimento, confirmando que a divulgação de mensagens por WhatsApp para se defender de uma ameaça não é um ato ilegal.</p>
<p>Diante de um novo recurso, que deve começar a ser julgado no dia 14 de outubro de 2025, a Coalizão faz um apelo aos integrantes da 3ª Turma do STJ para que mantenham as decisões anteriores. Consolidar esse entendimento é essencial para garantir que jornalistas, especialmente mulheres que são desproporcionalmente alvo de violência, possam exercer sua profissão sem serem penalizadas por se defenderem de ameaças e intimidações.</p>
<p><strong>Coalizão em Defesa do Jornalismo, 10 de outubro de 2025.</strong></p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>CDJor repudia ordens judiciais contra InfoAmazonia e Plural</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/notas-e-posicionamentos/cdjor-repudia-ordens-judiciais-contra-infoamazonia-e-plural/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Coalizão Defesa do Jornalismo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2025 00:15:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notas e posicionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) vem a público repudiar com veemência as recentes ações judiciais que resultaram na remoção de conteúdo jornalístico produzido pela InfoAmazonia e pelo Jornal Plural. A CDJor manifesta preocupação com a instrumentalização do Judiciário para o cerceamento da liberdade de imprensa e o risco contínuo que tais medidas representam [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) vem a público repudiar com veemência as recentes ações judiciais que resultaram na remoção de conteúdo jornalístico produzido pela InfoAmazonia e pelo Jornal Plural. A CDJor manifesta preocupação com a instrumentalização do Judiciário para o cerceamento da liberdade de imprensa e o risco contínuo que tais medidas representam à liberdade de expressão no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os casos, embora distintos, refletem um padrão de tentativas de silenciar a imprensa por meio de processos judiciais, buscando restringir o acesso da população a informações de grande relevância para a sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>InfoAmazonia</b><span style="font-weight: 400;"> teve uma publicação removida de sua conta no Instagram por ordem judicial da Justiça Estadual de Rondônia. O post atingido resumia os principais pontos da reportagem “</span><a href="https://infoamazonia.org/2025/06/16/secretario-ambiental-de-rondonia-intermediou-venda-de-area-em-unidade-de-conservacao-para-propria-esposa/"><span style="font-weight: 400;">Secretário ambiental de Rondônia intermediou venda de área em unidade de conservação para própria esposa</span></a><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A CDJor considera particularmente grave o fato de a InfoAmazonia não ter sido citada nem intimada sobre a ação judicial, que tramita sob segredo de justiça. A organização de mídia não é parte do processo e, portanto, não teve acesso aos autos, dificultando sua defesa e questionamento da medida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>Jornal Plural</b><span style="font-weight: 400;">, de Curitiba, também foi alvo de uma decisão judicial que o obrigou a retirar do ar duas reportagens sobre a URBS (Urbanização de Curitiba S.A.) e a Rede Integrada de Transporte. A liminar, concedida pela Justiça do Paraná em 1º de outubro de 2025, impôs multa diária de R$ 1 mil caso o conteúdo permanecesse no site.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ação judicial foi movida pela URBS, que alega que o </span><i><span style="font-weight: 400;">Plural</span></i><span style="font-weight: 400;"> desrespeitou a determinação de manter sob sigilo uma investigação do Ministério Público do Paraná. Além da remoção do conteúdo, a ação busca a condenação do jornal ao pagamento de indenização no valor de R$ 50 mil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em ambos os casos, a mídia estava exercendo seu </span><b>dever de manter a sociedade informada e fomentar o debate</b><span style="font-weight: 400;"> sobre questões de interesse público. O conteúdo removido e contestado envolve investigações sobre agentes e órgãos públicos (um secretário ambiental e a URBS) que, em razão de sua função, </span><b>devem sujeitar-se ao amplo escrutínio da sociedade e tolerar as críticas</b><span style="font-weight: 400;"> que lhes são dirigidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Medidas judiciais que determinam a retirada imediata de matérias do ar possuem </span><b>caráter intimidatório</b><span style="font-weight: 400;"> e representam um risco direto à </span><b>liberdade de imprensa</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Coalizão em Defesa do Jornalismo acompanhará os casos com atenção e confia que o Poder Judiciário garantirá o livre exercício da atividade jornalística e a transparência na tramitação dos processos, que é </span><b>essencial em decisões que impactam a circulação de conteúdos jornalísticos</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Coalizão em Defesa do Jornalismo</b></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>CDJor repudia uso da Abin para monitorar jornalistas e organizações de imprensa</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/noticias/cdjor-repudia-uso-da-abin-para-monitorar-jornalistas-e-organizacoes-de-imprensa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Coalizão Defesa do Jornalismo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 18:16:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notas e posicionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) manifesta seu repúdio veemente ao uso da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para realizar monitoramento de jornalistas, veículos de imprensa e organizações da sociedade civil durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. No dia 18 de junho, com a retirada do sigilo do relatório final da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor)</strong> manifesta seu repúdio veemente ao uso da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para realizar monitoramento de jornalistas, veículos de imprensa e organizações da sociedade civil durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. No </span><a href="https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/109571/veja-a-integra-do-relatorio-da-pf-sobre-a-abin-paralela"><span style="font-weight: 400;">dia 18 de junho</span></a><span style="font-weight: 400;">, com a retirada do sigilo do relatório final da PF por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), mais detalhes vieram à tona. De acordo com o relatório, entre os jornalistas monitorados estão </span><strong>Ricardo Noblat, Alice Maciel, Leandro Demori, Mônica Bergamo, Reinaldo Azevedo e Vera Magalhães</strong><span style="font-weight: 400;"><strong>.</strong> Também foram citados veículos como </span><strong>Aos Fatos, Agência Lupa</strong><span style="font-weight: 400;"> e </span><strong>revista piauí</strong><span style="font-weight: 400;">. A </span><strong>Repórteres Sem Fronteiras (RSF)</strong><span style="font-weight: 400;"> — integrante da CDJor — também figura entre os monitorados.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até o momento, não há detalhes sobre o escopo do monitoramento, nem sobre os dados eventualmente coletados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A CDJor considera gravíssima a instrumentalização de um órgão de inteligência do Estado para fins políticos e de intimidação à imprensa. A extensão das ações de vigilância ainda não está completamente esclarecida. É essencial que todas as informações sobre os monitoramentos venham à tona e que os autores sejam responsabilizados de forma célere, transparente e independente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Coalizão se solidariza com todos os jornalistas, comunicadores e organizações afetadas, e reforça o chamado para que casos semelhantes sejam denunciados por meio do </span><b>Observatório de Combate à Violência contra Jornalistas e Comunicadores</b><span style="font-weight: 400;">, acessível pela plataforma </span><a href="https://www.gov.br/acessoainformacao/pt-br/falabr"><b>FalaBR</b></a><span style="font-weight: 400;">. Seguiremos acompanhando o caso com atenção e reiteramos a urgência de medidas concretas que garantam o pleno exercício da liberdade de imprensa no Brasil.</span></p>
<h6></h6>
<h6><em>Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil</em></h6>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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