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	<title>famigerado, Autor em COALIZÃO - Em defesa da liberdade de imprensa no Brasil</title>
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	<description>Coalizão em Defesa do Jornalismo, a CDJor, é uma articulação de 11 organizações da sociedade civil que trabalham para protege as liberdades de imprensa e expressão no Brasil.</description>
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	<title>famigerado, Autor em COALIZÃO - Em defesa da liberdade de imprensa no Brasil</title>
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		<title>Organizações de defesa da liberdade de imprensa repudiam censura judicial obtida por presidente da Assembleia Legislativa do Paraná</title>
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		<dc:creator><![CDATA[famigerado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 21:46:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notas e posicionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A juíza Giani Maria Moreschi, da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba, concedeu liminar favorável, no plantão judicial de sábado (2.dez.2023), censurando o Jornal Plural e o Grupo Globo, incluindo o portal G1, a GloboNews, a afiliada RPC e demais emissoras. A magistrada foi além, promovendo censura prévia ao proibir que a imprensa trate da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A juíza Giani Maria Moreschi, da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba, concedeu liminar favorável, no plantão judicial de sábado (2.dez.2023), censurando o Jornal Plural e o Grupo Globo, incluindo o portal G1, a GloboNews, a afiliada RPC e demais emissoras. A magistrada foi além, promovendo censura prévia ao proibir que a imprensa trate da delação sobre o parlamentar. A multa diária imposta pela magistrada é de R$ 50 mil.</p>
<p>A alegação foi de que as produções jornalísticas se baseiam em documentos que estão sob sigilo. As informações contidas nas reportagens estão inseridas no processo de cassação do deputado Renato Freitas (PT) movido por Traiano, no comitê de ética da Assembleia. Em suas alegações finais, Freitas juntou delação premiada em que são feitas acusações de corrupção contra o presidente da Assembleia. As reportagens foram feitas com base nesses documentos.</p>
<p>A imprensa tem o dever de trazer a público informações de interesse coletivo, o que justifica a divulgação. A Constituição Federal estabelece, em seu artigo 220, que “nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social”, vedando a prática da censura.</p>
<p>Toda vez que a Justiça concede uma liminar como essa não é só a imprensa que é atingida. A população é a mais prejudicada, perdendo o direito de acesso a informações de interesse público. Desse modo, as organizações que subscrevem essa nota espera que a decisão seja reformada e o conteúdo censurado passe a estar disponível para a população.</p>
<p>4 de dezembro de 2023</p>
<p><strong>Abraji &#8211; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo<br />
Repórteres Sem Fronteiras &#8211; RSF<br />
SindijorPR &#8211; Sindicato de Jornalistas Profissionais do Estado do Paraná<br />
Instituto Palavra Aberta<br />
Federação Nacional dos Jornalistas &#8211; FENAJ<br />
Associação de Jornalismo Digital &#8211; Ajor<br />
Instituto Tornavoz</strong></p>
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		<title>Última semana da campanha eleitoral tem pico de agressões contra jornalistas e veículos de comunicação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[famigerado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 22:48:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Monitoramento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O número significativamente menor de candidaturas disputando o segundo turno das eleições municipais de 2024 provocou importante diminuição da quantidade de conteúdos sobre o tema circulando nas redes sociais. Apesar disso, houve um relevante aumento da violência contra a imprensa nesta última semana do segundo turno, com o registro de 2000 ofensas ao trabalho de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O número significativamente menor de candidaturas disputando o segundo turno das eleições municipais de 2024 provocou importante diminuição da quantidade de conteúdos sobre o tema circulando nas redes sociais. Apesar disso, houve um relevante aumento da violência contra a imprensa nesta última semana do segundo turno, com o registro de 2000 ofensas ao trabalho de jornalistas e meios de comunicação. O monitoramento foi realizado entre os dias 21 e 27 de outubro, décima e última semana da campanha eleitoral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foram monitoradas contas de candidatos à prefeitura das capitais brasileiras, de veículos de imprensa e de jornalistas nas plataformas X e Instagram, e de veículos jornalísticos no TikTok. Também foram monitorados 596 termos ofensivos nessas três redes sociais. Neste período, a plataforma X (antigo Twitter) registrou cerca de 200 ataques a mais do que na semana anterior – um crescimento importante. E, no Instagram, triplicou os números de ataques e ofensas contra jornalistas e veículos de comunicação.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_335" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-335" class="wp-image-335" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_3-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_3-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_3-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_3-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-335" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das 2000 ofensas do período, 1264 foram registradas no Instagram. A grande maioria desses ataques foi direcionada ao perfil dos veículos de comunicação. A Rede Globo segue entre os destaques, com 254 ataques diretos nessa rede. Mas o epicentro dos ataques no segundo turno seguiu sendo Fortaleza (CE), onde ocorreu um segundo turno polarizado, com 290 das investidas direcionadas ao Diário do Nordeste.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Instagram, as principais ofensas contra veículos indicavam a suspeita de benefícios econômicos orientando a cobertura jornalística. Expressões como “jornalismo parcial”, “jornalzinho comprado”, “matéria tendenciosa”, “mídia esquerdista”, “jornalistas militantes”, “fake news” reforçaram essa tendência. O termo “caiu o pix” tem sido usado com frequência para indicar, por meio do deboche, que o jornalismo desses veículos é vendido. Os jornalistas mais atacados foram Natuza Nery (73), Vera Magalhães (30), Demétrio Magnoli (11), Octávio Guedes (6) e Flávia Oliveira (4). Nem mesmo a ausência de perfil nessa rede impediu Demétrio Magnoli de ser o terceiro mais atacado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_336" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-336" class="wp-image-336" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_1-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_1-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_1-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_1-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-336" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O número de ataques realizados na plataforma X foi bem menor que no Instagram, sendo contabilizadas 473 ofensas a jornalistas e veículos de imprensa. Por outro lado, é preocupante que o número de ataques tenha sido maior do que na semana anterior ao segundo turno, que contabilizou 273 postagens ofensivas à imprensa. Esse dado revela que o X voltou a ser um ambiente hostil ao jornalismo, retornando a padrões de toxicidade verificados antes da suspensão da plataforma, em 30 de agosto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente do Instagram, onde hashtags não tiveram muita relevância, mas sim as expressões, no X, o uso desse recurso continua sendo importante para alavancar os comentários. As críticas à Rede Globo permanecem predominantes, com o termo &#8220;lixo&#8221; associado à emissora continuando a ser frequente, mesmo com variações na grafia. Outras formas de ataques à Globo também estão presentes nas tags “#globosta”, “#globoeaquerdista”, “#globocorrupta” e até mesmo &#8220;#globoterrorista&#8221;. Além da Rede Globo, que recebeu 68 ofensas diretas, também foram atacados GloboNews (51), G1 (10) e Folha de S.Paulo (9). Também foram registradas 61 ofensas gerais ao jornalismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os jornalistas, os mais atacados no X foram Guilherme Amado (135), Miriam Leitão (83), Blog do Noblat (36), Natuza Nery (24) e Gerson Camarotti (23). Desses, apenas Guilherme Amado, jornalista do Metrópoles, não pertence a veículos do Grupo Globo.  Chamou a atenção a expressão “jornazista” direcionada a jornalista Miriam Leitão no dia 26 de outubro. O comentário que continha essa expressão recebeu 57 curtidas. Leitão também foi a mais atacada em relação a xingamentos direcionados à Globo no contexto eleitoral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No TikTok, houve o predomínio do termo &#8220;lixo”, com uma frequência de 84 menções, seguido pela expressão “globolixo”, que aparece 49 vezes. Esse dado sugere que, embora o termo &#8220;lixo&#8221; seja genérico, também se torna emblemático nas críticas contra a imprensa, especialmente à Globo. Essa expressão não só reforça a associação negativa à emissora, mas também atua como um marcador pejorativo para o conjunto da imprensa, estendendo-se, em alguns casos, para outros veículos. Outras expressões ofensivas foram “tendenciosa” e “suja”, e alguns agressores buscaram marcar a imprensa como parcial com “militante”, “vergonha” e &#8220;globe&#8221; – que faz alusão à linguagem neutra usada, sobretudo, pela esquerda. Os jornalistas mais atacados na plataforma foram Octávio Guedes (32), Andreia Sadi (17), Monica Waldvogel (17) e Júlia Duailibi (2). Já os veículos mais atacados nessa rede foram G1 (154), UOL (41), Folha de S.Paulo (14) e Metrópoles (2).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_337" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-337" class="wp-image-337" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_2-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_2-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_2-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_2-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-337" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Polarização e mudança de epicentro</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No primeiro turno, a presença do candidato Pablo Marçal (PRTB) na disputa em São Paulo (SP) colocou a cidade no centro dos ataques e os apoiadores do candidato da direita protagonizaram o maior número de ofensas – embora muitos desses ataques tenham ganhado amplitude nacional. No segundo turno, por sua vez, a disputa entre Evandro Leitão (PT) e André Fernandes (PL), em Fortaleza, materializou o embate entre esquerda e direita, deslocando o epicentro dos ataques para o Nordeste do país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do Diário do Nordeste, com 290 ofensas, também sofreram grande quantidade de ataques os veículos O Povo Online (39), Tribuna do Norte (32) e Rádio Itatiaia (32), que cobriam, respectivamente, o segundo turno nas capitais Fortaleza, Natal (RN) e Belo Horizonte (MG), onde as disputas também foram acirradas. Dessa forma, a cidade de Fortaleza manteve a tendência da semana anterior e se consolidou como a capital com o maior número de ataques à imprensa de modo geral, com 561. Mas foi seguida por São Paulo, onde foram contabilizadas 194 ofensas contra jornalistas,  seguida por Cuiabá (22), Belém (4) e Porto Alegre (3). Vale citar que, dos ataques, 88 foram direcionados à GloboNews e 36 à Rádio CBN.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_338" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-338" class="wp-image-338" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_6-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_6-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_6-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_6-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_6.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-338" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dados sobre os ataques por cidade foram contabilizados apenas no Instagram e Tiktok.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Misoginia e etarismo compõem quadro de ofensas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a maior parte das ofensas proferidas contra jornalistas e veículos de imprensa tenha como pano de fundo uma crítica ao jornalismo, considerado em muitos comentários como “parcial”, “militante” ou “vendido”, ofensas diretamente relacionadas a padrões estéticos e de idade apontam misoginia e etarismo por parte dos agressores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante participação ao vivo no programa “Viva Voz”, da Rádio CBN, a jornalista Vera Magalhães teve sua aparência questionada. “O maquiador está de férias?”, postou um perfil no Instagram. O jornalista Ricardo Noblat, por sua vez, recebe ofensas relacionadas à sua idade. “Tá ficando gagá, Mafalda?”, comentou um dos usuários do X.</span></p>
<h2></h2>
<h2><b>Ataques da direita e da esquerda</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A polarização e o acirramento da disputa em algumas capitais produziu um fenômeno interessante, que colocou a imprensa ora como alvo da direita, ora como alvo da esquerda. Durante o processo eleitoral, especialmente no monitoramento realizado no segundo turno, as ofensas vindas do campo progressista também foram relevantes, o que contraria algumas expectativas de que tais ataques são uma exclusividade da direita política.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Fortaleza, o Diário do Nordeste, O Povo Online e a GloboNews foram acusados, em mensagens e comentários de internautas, de favorecer o candidato de esquerda Evandro Leitão (PT). Expressões como “comprados”, “petistas” e “esquerdistas”, e o termo qualificador dos veículos como “jornalzinho”, foram frequentemente usados por apoiadores do candidato André Fernandes (PL), que finalizavam seus posts com o número 22.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Natal, por outro lado, muitos comentários no perfil de Instagram do Tribuna do Norte acusavam o jornal de beneficiar o candidato da direita, Paulinho Freire (União), em detrimento da candidata da esquerda, Natália Bonavides (PT). Entre as expressões estavam “jornalismo rasteiro e covarde”, “pseudojornalismo”, “jornalismo parcial” e “vergonha”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um evento de destaque ocorreu quando a jornalista Vera Magalhães, em programa ao vivo na Rádio CBN, criticava o aceite do candidato Guilherme Boulos (PSOL) em participar de sabatina promovida pelo derrotado Pablo Marçal (PRTB). Usuários utilizaram o apelido “Verinha” em tom de deboche para ofender a jornalista, além das expressões “jornalista parcial”, que vinha acompanhada de declaração de voto ao candidato do PSOL, e “jornalista militante”, em comentários postados por usuários do campo da direita.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_339" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-339" class="wp-image-339" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_4-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_4-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_4-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_4-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_4.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-339" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_340" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-340" class="wp-image-340" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_5-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_5-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_5-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_5-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_5.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-340" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Toxicidade das plataformas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir de um estudo feito em parceria com o ITS Rio, utilizando a ferramenta de API do Google, foi possível identificar, ao longo da semana, que a rede com maior média de toxicidade no período foi o TikTok. A ferramenta permite valorar, em uma escala de 0 a 1, qual o grau de toxicidade de uma mensagem encontrada online. Isso significa que, quanto mais próximo de 1, maiores são as chances daquele conteúdo ser percebido como tóxico pelos usuários. O TikTok tem se apresentado de forma consistente na frente do ranking da média calculada considerando todas as mensagens coletadas pelo monitoramento semanal, alcançando o valor de 0,38 na média, seguido pelo X com 0,34 e pelo Instagram com 0,22.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_341" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-341" class="wp-image-341" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_7-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_7-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_7-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_7-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana9_7.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-341" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<h2><b>Sobre o projeto</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o nono relatório de monitoramento de ataques online contra a imprensa nas eleições de 2024, que cobre a semana de campanha eleitoral de 21 a 27 de outubro. O projeto está sendo realizado em parceria com o Labic/UFES. A Coalizão em Defesa do Jornalismo monitora, desde o dia 15 de agosto, contas de jornalistas, meios de comunicação em 9 capitais do Brasil (Porto Velho/RO, Belém/PA, Fortaleza/CE, Maceió/AL, Cuiabá/MT, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Florianópolis/SC e Porto Alegre/RS) e de candidatos/as em todas as capitais, nas plataformas de redes sociais Instagram e X.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São registradas postagens com termos e hashtags ofensivas e estigmatizantes contra o trabalho da imprensa no âmbito da cobertura eleitoral. Episódios de ataques e violações ao trabalho da imprensa fora das redes também estão sendo acompanhados. A análise dos principais resultados do levantamento está sendo publicada toda semana, sendo esta a última. Haverá ainda um relatório consolidando a avaliação do período monitorado que trará recomendações às autoridades e plataformas digitais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Integram a Coalizão em Defesa do Jornalismo:</span><a href="https://www.linkedin.com/company/abraji/"> <span style="font-weight: 400;">Abraji &#8211; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/ajor-digital/"> <span style="font-weight: 400;">Associação de Jornalismo Digital &#8211; Ajor</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/artigo19/"> <span style="font-weight: 400;">ARTIGO 19 Brasil e América do Sul</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/cpj/"> <span style="font-weight: 400;">Committee to Protect Journalists</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/fenaj-federa%C3%A7%C3%A3o-nacional-dos-jornalistas/"> <span style="font-weight: 400;">FENAJ &#8211; Federação Nacional dos Jornalistas</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/instituto-palavra-aberta/"> <span style="font-weight: 400;">Instituto Palavra Aberta</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/instituto-vladimir-herzog/"> <span style="font-weight: 400;">Instituto Vladimir Herzog</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/instituto-tornavoz/"> <span style="font-weight: 400;">Instituto Tornavoz</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/intervozes/"> <span style="font-weight: 400;">Intervozes</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/jeducaeduca/"> <span style="font-weight: 400;">Jeduca: Associação de Jornalistas de Educação</span></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><a href="https://www.linkedin.com/company/reporters-without-borders/"> <span style="font-weight: 400;">Reporters Without Borders (RSF)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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		<title>X/Twitter volta à cena e Fortaleza vira epicentro de ataques online contra jornalistas</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/monitoramento/x-twitter-volta-a-cena-e-fortaleza-vira-epicentro-de-ataques-online-contra-jornalistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[famigerado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 22:58:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Monitoramento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Foram registrados 273 posts ofensivos à imprensa no X/Twitter na última semana. Embora muito inferior às cifras registradas no início da campanha eleitoral, anterior à decisão do STF de bloquear a plataforma no Brasil, segue a tendência de aumento que já vinha sendo observada desde o relatório anterior, após a liberação judicial. Os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_351" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-351" class="wp-image-351" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_6-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_6-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_6-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_6-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_6.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-351" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">Foram registrados 273 posts ofensivos à imprensa no X/Twitter na última semana. Embora muito inferior às cifras registradas no início da campanha eleitoral, anterior à decisão do STF de bloquear a plataforma no Brasil, segue a tendência de aumento que já vinha sendo observada desde o relatório anterior, após a liberação judicial. Os ataques estão em sua maioria relacionados com a cobertura nacional da imprensa, pelo uso de termos e hashtags já destacados pelo monitoramento, como “globo lixo”, “imprensa suja” e “jornalismo militante”.</span></p>
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<div id="attachment_352" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-352" class="wp-image-352" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_1-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_1-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_1-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_1-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-352" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">Apesar disso, se destacaram ataques relacionados a contextos locais específicos. Como o caso das jornalistas Martha Feldens, Josianne Ritz e Roberta Canetti, que conduziram uma entrevista com a candidata à prefeitura de Curitiba, Cristina Graeml (PMB) e acabaram virando alvo dos usuários das redes. Os ataques se deram pela repercussão de um trecho da entrevista em que Graeml foi perguntada sobre o seu posicionamento como &#8220;defensora dos patriotas do 8 de janeiro&#8221;. A credibilidade das profissionais foi questionada por usuários que taxaram de “ativismo barato” e afirmaram que a candidata teria &#8220;linchado&#8221; ou &#8220;moído as &#8216;jornaliztas'&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cristina Graeml (PMB) foi mencionada no boletim da semana passada pelos processos judiciais reiterados com o intuito de censurar a atividade jornalística, que seguem tendo repercussão nesta semana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros três jornalistas foram destaque em ataques no X/Twitter ao comentarem temas relacionados às eleições e a disputa política em São Paulo. Reinaldo Azevedo recebeu ofensas como “velha travestida de pseudo-jornalistinha” e “vovó Mafalda”, por afirmar que o candidato à Prefeitura de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), induziram a imprensa a divulgar fake news. Octávio Guedes, da GloboNews, foi alvo de ataques devido a um comentário que compara uma resolução assinada pelo PT reconhecendo a vitória de Maduro na Venezuela, com o apagão ocorrido em São Paulo no mesmo período. E foi ofendido como “militante”, “fofoqueiro de esquerda”, “otário”, “burro” e “sem credibilidade”. Já a jornalista Flávia Oliveira foi alvo de ofensas e descredibilização por um comentário crítico à postura da Prefeitura de São Paulo com a queda de energia na cidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora não figure na lista dos principais agressores, o relatório desta semana mostra que atores relevantes voltaram a usar o X/Twitter para atacar a imprensa e incentivar os seus seguidores a fazerem o mesmo. É o caso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que publicou uma imagem criticando o presidente Lula e a Rede Globo, seguido pelos comentários de muitos usuários que se juntaram em ataques contra a imprensa, alimentando um contexto de desconfiança e hostilidade, em especial contra grandes veículos de comunicação.</span></p>
<h3><b>Ataques no Instagram e Tiktok</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do retorno do X, rede social com mais ataques na última semana foi o Instagram, com 410 ataques à imprensa registrados e onde se observou uma predominância dos ataques relacionados ao contexto eleitoral de Fortaleza, onde a esquerda enfrenta a extrema-direita no 2o turno. Os principais termos utilizados nessa rede foram “caiu o pix” (uma referência à suposta imparcialidade e compra de veículos e jornalistas), &#8220;matérias tendenciosas&#8221;, &#8220;mídia esquerdista&#8221; e &#8220;fake news&#8221;. Muitos eleitores declararam seu voto ao candidato André Fernandes (PL) em comentários que atacaram a credibilidade de veículos compartilhando notícias sobre a disputa eleitoral contra Evandro Leitão (PT), falando em “mídia marrom militante” e “jornalzinho comprado pelo PT”.</span></p>
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<div id="attachment_353" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-353" class="wp-image-353" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_3-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_3-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_3-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_3-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-353" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">O monitoramento registrou uma diminuição dos ataques no Tiktok nesta semana, chegando a 116 mensagens ofensivas. Os ataques estão mais relacionados com a cobertura nacional feita por grandes veículos, com predominância de termos relacionados como “globo lixo” e ataques a uma suposta parcialidade da imprensa como “tendencioso(a)”, “militante”, “esquerdista” e mesmo “globe” (relacionando a emissora a pautas identitárias defendidas pela esquerda). Tanto os veículos como os jornalistas mais atacados nessa rede estão relacionados aos portais com maior presença no aplicativo, como Globo (86 ataques), UOL (16), CNN (7) e Metrópoles (4), e os jornalistas Raquel Landim (13 ofensas), José Roberto Burnier (12) e Julia Duailibi (7).</span></p>
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<div id="attachment_354" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-354" class="wp-image-354" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_2-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_2-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_2-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_2-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-354" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<h3><b>Principais vítimas no conjunto das redes</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Grupo Globo é a principal vítima de ataques na última semana no X/Twitter e de maneira geral somando os ataques ao G1 (86), Rede Globo (53) e Globo News (49). Principalmente em razão dos ataques no Instagram, se destacam veículos nacionais como o UOL (68) e o SBT (35). Diversos veículos da região Nordeste também receberam um número preocupante de ataques, como Diário do Nordeste (46), Jornal Jangadeiro (28), Tribuna do Norte (27), O Povo (22) e Conexão Política (20).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As principais vítimas entre profissionais do jornalismo são as jornalistas Martha Feldens, Josianne Ritz e Roberta Canetti, no caso destacado no início do relatório. Seguida por Raquel Landim, que se destacou pelos ataques no Instagram e no Tiktok em razão da sua cobertura das eleições em São Paulo. Além de Reinaldo Azevedo e Octávio Guedes, que foram principalmente atacados no X/Twitter, como também já relatado.</span></p>
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<div id="attachment_355" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-355" class="wp-image-355" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_5-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_5-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_5-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_5-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_5.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-355" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<div id="attachment_356" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-356" class="wp-image-356" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_4-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_4-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_4-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_4-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_4.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-356" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<h3><b>Índice de toxicidade</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora seja a rede social com menos ataques nesta última semana, o Tiktok se destaca como a plataforma em que o índice de toxicidade das mensagens foi mais alto. Com uma média de 0,36, em uma escala que vai de 0 (zero) a 1 (um), o Tiktok foi seguido por 0,31 de média no X e 0,21 no Instagram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este estudo foi realizado por uma parceria da CDJor com o ITS Rio, a partir de uma API do Google que permite avaliar o conteúdo de uma mensagem em diversos parâmetros. Quanto mais próximo de 1 (um), maior a probabilidade daquele comentário ser tóxico para um usuário. A análise ajuda a compreender de maneira geral, qual o grau de toxicidade de cada plataforma para a presença e o trabalho da imprensa.</span></p>
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<div id="attachment_357" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-357" class="wp-image-357" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_7-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_7-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_7-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_7-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana8_7.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-357" class="wp-caption-text">Fonte: ITS-Rio</p></div>
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<h3><b>Sobre o projeto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o oitavo relatório de monitoramento de ataques online contra a imprensa nas Eleições de 2024, com cobertura de 14 a 20 de outubro. O projeto é realizado em parceria com o Labic/UFES e o ITS-Rio. A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) monitora, desde o dia 15 de agosto, contas de jornalistas, meios de comunicação e de candidatos/as em todas as capitais do Brasil, nas plataformas de redes sociais X, Instagram e TikTok. Nesta última semana, não foram recebidas novas denúncias de violência contra jornalistas fora das redes sociais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São registradas postagens com termos e hashtags ofensivas e estigmatizantes contra o trabalho da imprensa no âmbito da cobertura eleitoral. Episódios de ataques e violações ao trabalho da imprensa fora das redes também estão sendo acompanhados. A análise dos principais resultados do levantamento será publicada toda semana, até a realização do segundo turno. Ao final das eleições, um relatório consolidará a avaliação do período monitorado e trará recomendações às autoridades e plataformas digitais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Integram a Coalizão em Defesa do Jornalismo: Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Ajor (Associação de Jornalismo Digital), Artigo 19, CPJ (Comitê para a Proteção de Jornalistas), Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas), Instituto Palavra Aberta, Instituto Vladimir Herzog, Instituto Tornavoz, Intervozes, Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação) e RSF (Repórteres Sem Fronteiras).</span></p>
<p>O post <a href="https://emdefesadojornalismo.org.br/monitoramento/x-twitter-volta-a-cena-e-fortaleza-vira-epicentro-de-ataques-online-contra-jornalistas/">X/Twitter volta à cena e Fortaleza vira epicentro de ataques online contra jornalistas</a> apareceu primeiro em <a href="https://emdefesadojornalismo.org.br">COALIZÃO - Em defesa da liberdade de imprensa no Brasil</a>.</p>
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		<title>Período eleitoral expõe agressões à imprensa de apoiadores da extrema direita</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/monitoramento/periodo-eleitoral-expoe-agressoes-a-imprensa-de-apoiadores-da-extrema-direita/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[famigerado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Oct 2024 23:22:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Monitoramento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o bloqueio do X no Brasil, as principais agressões na web têm sido feitas no Instagram, rede social que contabilizou, no último período da análise (5 a 11 de setembro), um total de 119 postagens com ataques a jornalistas e comunicadores. Muitas dessas agressões são produzidas após a participação de candidatos em debates, como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Com o bloqueio do X no Brasil, as principais agressões na web têm sido feitas no Instagram, rede social que contabilizou, no último período da análise (5 a 11 de setembro), um total de 119 postagens com ataques a jornalistas e comunicadores. Muitas dessas agressões são produzidas após a participação de candidatos em debates, como é o caso do episódio de violência contra a jornalista Vera Magalhães, comentarista do Viva Voz, na Rádio CBN.</span></p>
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<div id="attachment_398" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-398" class="wp-image-398" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_1-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_1-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_1-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_1-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-398" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 5 de setembro, ela comentava o resultado da pesquisa Datafolha que apresentava aumento de quatro pontos percentuais na rejeição de Pablo Marçal, em São Paulo, chegando a 38%. A informação motivou uma escalada de ataques contra a jornalista, colocando a profissional na segunda posição do ranking dos mais agredidos, com o total de 34 ofensas diretas. O post da CBN nesse dia chegou a mais de 4.000 curtidas e cerca de 1.500 comentários, muito mais do que a média do perfil da emissora no Instagram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro jornalista que sofreu ataques diretos no último período analisado foi Leonardo Sakamoto, que produz diariamente análises políticas para o Portal UOL, com 6 ataques.  Ao divulgar os resultados da pesquisa eleitoral dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, acabou atraindo eleitores do candidato Pablo Marçal, que nos comentários da publicação afirmavam que o candidato do PRTB estava conquistando muitos eleitores apesar da mídia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto os termos mais usados para ofender a jornalista Vera Magalhães e seu veículo foram “jornalistas militantes”, “infantil”, “imprensa podre e militante” e “comunista”, os usados para desqualificar o trabalho de Leonardo Sakamoto e da imprensa foram “mídia podre”, “jornalismo tendencioso”, “extrema imprensa” e “imprensa militante”. Os comentários eram seguidos por expressões de apoio ao candidato Pablo Marçal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Vera Magalhães e Leonardo Sakamoto, outros jornalistas bastante atacados no Instagram foram Lauro Jardim (5), Andreia Sadi (4), Octavio Guedes (4), entre outros. Já os veículos com maior número de ataques foram Rede Globo (60 ataques) e Rádio CBN (34).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_406" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-406" class="wp-image-406" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_4-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_4-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_4-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_4-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_4.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-406" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<div id="attachment_400" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-400" class="wp-image-400" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_3-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_3-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_3-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_3-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-400" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">A ofensiva dos apoiadores de candidatos de extrema direita sobre a grande mídia é fenômeno relativamente novo, que tem se intensificado na última década. Vem sempre acompanhado de uma postura anti-imprensa e antidemocrática exercida pelos próprios candidatos (ou mandatários) que representam esse segmento político. Um dos casos recentes é o ataque de Pablo Marçal ao jornalista Josias de Souza, durante debate realizado pela TV Gazeta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora com volume muito menor no último período analisado, em função do bloqueio ordenado pelo ministro Alexandre de Moraes, também foi possível mapear agressões contra jornalistas e comunicadores na plataforma X, onde foram encontrados 39 posts ofensivos/ataques a jornalistas e meios de comunicação. Diferente do Instagram, o mapeamento nessa rede se deu entre os dias 1º e 11 de setembro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No X, os ataques foram maiores às empresas do que aos jornalistas. Os perfis mais atacados diretamente na plataforma nos onze dias de campanha foram: Rede Globo (6 ataques), Folha de S.Paulo (3), UOL (2) e Fernão Mesquita (2) e Paulo Figueiredo (1). É possível que essas postagens tenham sido realizadas por usuários  que continuaram postando no X utilizando VPNs, acessando de regiões onde o bloqueio não foi efetivo ou postando de fora do país. As hashtags mais utilizadas foram #globolixo (58 menções) e #midiapodre (34). Outros termos para desqualificar jornalistas e imprensa foram: militante(s), vergonha e podre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado dessa coleta mostra que o bloqueio do X foi decisivo na diminuição dos ataques a jornalistas durante o período monitorado, o que comprova que a rede vinha se tornando um ambiente digital particularmente hostil à prática jornalística e à liberdade de imprensa. E, assim como visto no Instagram, grande parte dos ataques no período de análise foram proferidos por apoiadores e candidaturas ligadas à extrema direita no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abaixo, alguns exemplos das postagens com ataques no X:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">@fernaolmesquita Não apoio e não voto em Marçal meu norte é Bolsonaro. Mas Intercept é jornalismo CANALHA de militância sem caráter. Foram até lá e não entrevistaram NINGUÉM? Não perguntaram a ninguém sobre o projeto ou sobre Marçal? Não mostraram nenhuma das casas construídas p dentro ou fora?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">@FIGHTZINCLUB Jornalista Brasileiro tem tudo que ser tirado pra merda como marçal faz não tem como respeitar essa corja</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abaixo, alguns exemplos de comentários com ataques postados no Instagram:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A rejeição não existe. Esse comentário é palpite pessoal. Hoje é assim, jornalista dá opinião própria e não notícia. Modo operante de esquerda. Divulgação de conteúdo mentiroso para que vire verdade fake.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vc é muito infantil prá ser jornalista e logo fazer perguntas pro Pablo Marçal, vc passou vergonha cara é inteligente enquanto vc é meia comunista só levou taca</span></p>
<h2><b>Ataques fora das redes</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora das redes sociais, jornalistas seguem sendo alvos de ataques, discursos hostis e, inclusive, agressões físicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora fora do período de monitoramento deste boletim, a equipe da Coalizão teve acesso nesta semana a um caso ocorrido no dia 04 de setembro, em Guarabira, no estado da Paraíba. A candidata à prefeita Léa Toscano (União Brasil) se recusou a participar de um debate eleitoral municipal promovido pela TV Mídia. Ela se opunha à mediação feita pela jornalista Michele Marques, com um discurso contra a credibilidade da jornalista, acusando-a de ser parcial. A jornalista e o veículo explicaram que desde 2012 realizam esse trabalho de maneira profissional e nunca tinham sido questionados dessa maneira. Por caracterizar um discurso estigmatizante de uma candidata contra a imprensa, o caso foi registrado pelo monitoramento da Coalizão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 9 de setembro, uma equipe da TV Norte Amazonas &#8211; SBT Manaus, composta pelo repórter Gabriel de Abreu Lima e pelo repórter cinematográfico Alan Glesseir, foi hostilizada e ameaçada durante comício da candidata à reeleição, Patrícia Lopes, no município de Presidente Figueiredo (AM). A agressão foi protagonizada por seguranças da prefeita no momento em que foi questionada sobre os contratos sem licitação na gestão municipal.</span></p>
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<div id="attachment_401" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-401" class="wp-image-401" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_4-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_4-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_4-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_4-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana3_4.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-401" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<hr />
<h2><b>Sobre o projeto</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o terceiro relatório de monitoramento de ataques on-line contra a imprensa nas Eleições de 2024, que cobre a quarta semana de campanha eleitoral (5 a 11 de setembro). O projeto está sendo realizado em parceria com o Labic/UFES. A Coalizão em Defesa do Jornalismo está monitorando, desde o dia 15 de agosto, contas de jornalistas, meios de comunicação em 9 capitais do Brasil (Porto Velho/RO, Belém/PA, Fortaleza/CE, Maceió/AL, Cuiabá/MT, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Florianópolis/SC e Porto Alegre/RS) e de candidatos/as em todas as capitais, nas plataformas de redes sociais Instagram e X.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São registradas postagens com termos e hashtags ofensivas e estigmatizantes contra o trabalho da imprensa no âmbito da cobertura eleitoral. Episódios de ataques e violações ao trabalho da imprensa fora das redes também estão sendo acompanhados. A análise dos principais resultados do levantamento será publicada toda semana, até a realização do segundo turno. Ao final das eleições, um relatório consolidará a avaliação do período monitorado e trará recomendações às autoridades e plataformas digitais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Integram a Coalizão em Defesa do Jornalismo: Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Ajor (Associação de Jornalismo Digital), Artigo 19, CPJ (Comitê para a Proteção de Jornalistas), Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas), Instituto Palavra Aberta, Instituto Vladimir Herzog, Instituto Tornavoz, Intervozes, Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação) e RSF (Repórteres Sem Fronteiras).</span></p>
<p>O post <a href="https://emdefesadojornalismo.org.br/monitoramento/periodo-eleitoral-expoe-agressoes-a-imprensa-de-apoiadores-da-extrema-direita/">Período eleitoral expõe agressões à imprensa de apoiadores da extrema direita</a> apareceu primeiro em <a href="https://emdefesadojornalismo.org.br">COALIZÃO - Em defesa da liberdade de imprensa no Brasil</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Monitoramento de ataques à imprensa no início do 2º turno confirma o TikTok como novo espaço de violência contra jornalistas e veículos</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/monitoramento/monitoramento-de-ataques-a-imprensa-no-inicio-do-2o-turno-confirma-o-tiktok-como-novo-espaco-de-violencia-contra-jornalistas-e-veiculos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[famigerado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 22:59:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Monitoramento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A semana foi marcada pela volta do funcionamento do X no país, após a liberação pelo STF no dia 8 de outubro. O volume de publicações com ofensas, entretanto, diminuiu em relação ao relatório anterior, somando 127 ataques. No Instagram, além da redução das postagens sobre as eleições , o número de ataques também apresentou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A semana foi marcada pela volta do funcionamento do X no país, após a liberação pelo STF no dia 8 de outubro. O volume de publicações com ofensas, entretanto, diminuiu em relação ao relatório anterior, somando 127 ataques. No Instagram, além da redução das postagens sobre as eleições , o número de ataques também apresentou queda. Considerando as  868 contas e os 596 termos ofensivos monitorados, foram registradas 449 postagens de ataque à imprensa.</span></p>
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<div id="attachment_360" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-360" class="wp-image-360" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_1-240x300.jpg" alt="" width="451" height="564" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_1-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_1-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_1-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 451px) 100vw, 451px" /><p id="caption-attachment-360" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<div id="attachment_361" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-361" class="wp-image-361" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_3-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_3-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_3-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_3-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-361" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O destaque ficou para a confirmação do TikTok como novo espaço de violência contra jornalistas. Mesmo com a diminuição na quantidade de vídeos sobre eleições publicados, foram registrados 344 ataques, número proporcionalmente maior que nos relatórios anteriores.</span></p>
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<div id="attachment_362" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-362" class="wp-image-362" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_2-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_2-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_2-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_2-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-362" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Episódios específicos em capitais onde haverá segundo turno mobilizaram os ataques à imprensa nesta semana.  Foi o caso das análises feitas por jornalistas sobre o resultado das eleições de São Paulo. Algumas deram ênfase à saída do candidato Pablo Marçal da disputa e foram alvos de seus eleitores. A cobertura da tensão entre Jair Bolsonaro e Silas Malafaia envolvendo as eleições em São Paulo e Curitiba também resultou em agressões a jornalistas e meios de comunicação.</span></p>
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<div id="attachment_363" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-363" class="wp-image-363" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_6-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_6-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_6-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_6-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_6.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-363" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A análise da disputa em segundo turno entre o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) e Guilhermo Boulos (PSOL) motivou ataques também por parte de usuários de esquerda contra a jornalista e colunista da Rádio CBN, Vera Magalhães, que já havia sido uma das mais agredidas nas redes durante o primeiro turno. Termos como “jornalista tendenciosa”, “ridícula”, “passar vergonha” e “péssima jornalista” foram encontrados em comentários da publicação de Vera Magalhães sobre cenários possíveis para a eleição de São Paulo.</span></p>
<h2><b>Veículos e jornalistas mais atacados no período</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Como observado em outros relatórios, a principal hashtag de ataque ao jornalismo continuou sendo #globolixo, assim como seguiu a predominância de hashtags ofensivas que mencionam a Rede Globo (#globolixoooo, #globoesgoto, #foraglobolixo). Entretanto, é importante ressaltar que os ataques não se concentram em uma só empresa. Tanto no X como no Instagram, o discurso ofensivo à imprensa como um todo aparece em  hashtags como #consorciodaimprensalixo, que reforça a crítica contra todo o jornalismo e não somente contra um veículo específico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cinco meios mais visados no Instagram e no TikTok no período confirmam esse ataque generalizado, onde a Rede Globo aparece apenas em quarto lugar, com 34 menções, atrás do Conexão Política (@conexaopolíticabrasil) com 133, Rede Bandeirantes com 103, O Povo Online (@opovoonline) com 34 e Diário do Nordeste (@diariodonordeste) com 19.</span></p>
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<div id="attachment_364" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-364" class="wp-image-364" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_5-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_5-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_5-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_5-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_5.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-364" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já os jornalistas mais atacados no Instagram no período foram Vera Magalhães (@veramagalhaesjornalista), com 22 postagens ofensivas, seguida por Joel Pinheiro (@joelpinheiro85) com 13, Ricardo Noblat (@blogdonoblat) com 10, Leonardo Sakamoto (@leosakamoto) com 4 e Natuza Nery (@natuzanery) com 3.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cenário de generalização muda um pouco no TikTok. Diferentemente do período anterior, quando as hashtags ofensivas foram direcionadas também à Band (#desligaaband) e hashtags mais gerais (#midiapodre e #jornazista), no relatório desta semana, os ataques foram direcionados majoritariamente à Globo, com destaque para termos como #desligaaglobo e não #globolixo, embora este último tenha sido citado 42 vezes apenas na última semana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos profissionais mais atingidos, o destaque fica para a jornalista Adriana Araújo, da TV Bandeirantes, com 107 postagens ofensivas, após a publicação de vídeo com cortes da matéria que citava o candidato Pablo Marçal. A postagem incitoua audiência e gerou ataques não só pessoais, mas contra jornalistas em geral, com termos como “vergonha jornalismo (jornalista/jornalistas)”, “jornalismo lixo”, “jornalista militante” e “mídia podre”, por exemplo.</span></p>
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<div id="attachment_365" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-365" class="wp-image-365" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_4-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_4-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_4-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_4-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana7_4.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-365" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Índice de toxicidade</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em parceria com o ITS-Rio, a CDJor também analisou o grau de toxicidade nas mensagens e nos comentários postados contra jornalistas e meios de comunicação nas três redes sociais monitoradas. Utilizando tecnologia de API do Google, cada comentário recebe um valor entre 0 e 1 em diversos parâmetros de análise. Quanto maior o valor, maior a chance de um usuário perceber aquele comentário como tóxico. Estabelecendo um grau de toxicidade para cada postagem analisada, é possível perceber um parâmetro de quão tóxico é o ambiente da plataforma em relação à imprensa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No período deste relatório, a média de toxicidade das postagens analisadas no TikTok foi de 0,4, tendo o post mais tóxico atingido o índice de 0,92.  Ele teve como alvo a jornalista Adriana Araújo, que foi chamada de &#8220;Jornalista hipócrita e babaca merda de jornal&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No X, a média de toxicidade das postagens foi de 0,33, onde o post mais tóxico atingiu 0,86. Já o Instagram apresentou a menor média de toxicidade entre as três plataformas analisadas, 0,22.</span></p>
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<h2><b>Ataques fora das redes</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O período foi marcado pela entrada de duas representações perante a justiça eleitoral, por parte da candidata à prefeitura de Curitiba Cristina Graeml (PMB) e seu vice Jairo Ferreira Filho que buscam impedir a divulgação de informações relativas a denúncias de prática de crime financeiro que pesam contra Ferreira Filho e que vieram à tona após entrevista concedida por Graeml à Jovem Pan. Além da emissora, outros 7 veículos são alvo das tentativas de censura. Os pedidos foram julgados improcedentes em primeiro grau nos dois processos pelo juiz Marcelo Mazzali, que entendeu não haver qualquer divulgação de notícia inverídica, pois as acusações se provaram verdadeiras. Há recursos pendentes de julgamento.</span></p>
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<h2><b>Sobre o projeto</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o sétimo relatório de monitoramento de ataques on-line contra a imprensa nas Eleições de 2024, que cobre de 7 a 13 de outubro. O projeto é realizado em parceria com o Labic/UFES e o ITS-Rio. A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) monitora, desde o dia 15 de agosto, contas de jornalistas, meios de comunicação e de candidatos/as em todas as capitais do Brasil, nas plataformas de redes sociais X, Instagram e TikTok.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São registradas postagens com termos e hashtags ofensivas e estigmatizantes contra o trabalho da imprensa no âmbito da cobertura eleitoral. Episódios de ataques e violações ao trabalho da imprensa fora das redes também estão sendo acompanhados. A análise dos principais resultados do levantamento será publicada toda semana, até a realização do segundo turno. Ao final das eleições, um relatório consolidará a avaliação do período monitorado e trará recomendações às autoridades e plataformas digitais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Integram a Coalizão em Defesa do Jornalismo: Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Ajor (Associação de Jornalismo Digital), Artigo 19, CPJ (Comitê para a Proteção de Jornalistas), Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas), Instituto Palavra Aberta, Instituto Vladimir Herzog, Instituto Tornavoz, Intervozes, Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação) e RSF (Repórteres Sem Fronteiras).</span></p>
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		<title>1º turno da eleição registra 44 mil ataques à imprensa nas redes sociais</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/monitoramento/1o-turno-da-eleicao-registra-44-mil-ataques-a-imprensa-nas-redes-sociais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[famigerado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 23:07:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Monitoramento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante o primeiro turno da campanha eleitoral no Brasil, a Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) registrou mais de 44.200 ataques contra a imprensa em cerca de sete semanas de monitoramento das redes sociais X, Instagram e TikTok. Em parceria com o Laboratório de Internet e Ciência de Dados (Labic), da Universidade Federal do Espírito [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Durante o primeiro turno da campanha eleitoral no Brasil, a Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) registrou mais de 44.200 ataques contra a imprensa em cerca de sete semanas de monitoramento das redes sociais X, Instagram e TikTok. Em parceria com o Laboratório de Internet e Ciência de Dados (Labic), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), mais de 450 contas de jornalistas, meios de comunicação e candidatos às prefeituras vêm sendo monitoradas desde o dia 15 de agosto, véspera do início oficial da campanha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A análise semanal dos padrões de hostilidade contra a imprensa no meio digital mostrou que, após o bloqueio do X no país, o TikTok vem se consolidando como um espaço nocivo aos jornalistas. Nas três primeiras semanas de acompanhamento, o X ocupava o primeiro lugar em número de ataques. Mais de 34.700 publicações, comentários ou menções que remetiam a algum tipo de violência ou discurso estigmatizante contra jornalistas ou meios de comunicação foram publicadas na plataforma. Após o bloqueio da rede social no Brasil, a CDJor ampliou o escopo de monitoramento no Instagram e iniciou a análise de dados no TikTok, que apresentou registros alarmantes. O TikTok assumiu a dianteira, com cerca de 4.400 ataques registrados em cerca de 20 dias. Já no Instagram, foram captados mais de 4.800 ataques em sete semanas de monitoramento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ataques variam de agressões diretas a jornalistas e veículos a um discurso estigmatizante contra a imprensa. Expressões como &#8220;mídia podre&#8221;, &#8220;jornalismo tendencioso&#8221;, &#8220;extrema imprensa&#8221;, &#8220;imprensa militante&#8221;, &#8220;jornalismo imparcial&#8221; e “imprensa vendida” são frequentemente usadas para descredibilizar profissionais e veículos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre 15 de agosto e 6 de outubro, os jornalistas mais atacados nas redes sociais foram Carlos Tramontina (que mediou o debate do Flow entre candidatos à prefeitura de São Paulo), Josias de Souza (UOL), Pedro Duran Meletti (CNN Brasil), Andréia Sadi (GloboNews), Vera Magalhães (O Globo/ CBN), Diego Sarza (UOL), André Trigueiro (GloboNews), Leonardo Sakamoto (UOL), José Roberto de Toledo (UOL) e Daniela Lima (GloboNews). Já os meios de comunicação que mais receberam menções ou comentários hostis foram GloboNews, UOL, Metrópoles, G1, CNN, O Globo, Folha de S.Paulo, Rede Globo, O Estado de S.Paulo e Veja. A hashtag mais utilizada no períoodo foi #globolixo, seguida de outras ligadas ao mesmo grupo. A expressão aparece com frequência inclusive em posts direcionados a outros meios de comunicação, mostrando que se tornou um termo de hostilização ao jornalismo em geral.</span></p>
<h3><b>Os principais agressores e a retórica da extrema-direita</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais perfis agressores que postaram mensagens, fizeram comentários ou curtiram conteúdos agressivos à imprensa no primeiro turno se apresentam como conservadores de direita e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entretanto, as principais ondas de violência contra jornalistas e meios de comunicação na campanha para o 1º turno se formaram pela ação de eleitores do candidato Pablo Marçal (PRTB), que disputou a prefeitura de São Paulo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Semanalmente, postagens jornalísticas trazendo fatos e análises da disputa paulista que envolviam Marçal recebiam enxurradas de ataques de seus seguidores e apoiadores. Jornalistas que protagonizaram episódios envolvendo o candidato — seja durante um debate televisionado, uma sabatina ou uma atividade de campanha — também viraram alvos diretos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um aspecto marcante na maioria das postagens ofensivas vindo dos apoiadores de Marçal era uma tentativa de vinculação do trabalho da imprensa com partidos de esquerda, visando sua descredibilização. Outra expressão presente nos ataques foi “caiu o pix”, que insinua que jornalistas e veículos são comprados e, portanto, sem qualquer independência para realizar seu trabalho.</span></p>
<h3><b>Ataques fora das redes</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da análise das mídias digitais, as organizações da CDJor atuaram para monitorar episódios de ataques offline à imprensa em todo o país. Durante os meses de campanha eleitoral que antecederam o primeiro turno, foram registradas 14 denúncias de ataques a jornalistas, entre agressões físicas, verbais, interpelações policiais, processos judiciais abusivos e campanhas de estigmatização. Boa parte das agressões aconteceu durante comícios ou entrevistas a candidatos, que se ofenderam com questionamentos feitos pelos  profissionais. Mas não só.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 30 de setembro, a jornalista Paula Araújo, do Conexão GloboNews, sofreu uma agressão momentos antes de entrar ao vivo. O incidente ocorreu em frente à sede da Globo, na zona sul de São Paulo, enquanto ela se preparava para cobrir as eleições na capital. A agressora tentou, sem sucesso, atacá-la com o tripé da câmera. Logo depois, desferiu um tapa na repórter e, ao deixar o local, acusou a emissora de perseguir Bolsonaro e seus apoiadores, usando a frase &#8220;Globo lixo&#8221;.</span></p>
<h3><b>Sobre o projeto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A CDJor seguirá monitorando os ataques online e offline à imprensa até o segundo turno das eleições. Ao final deste período, será publicado um relatório compilando casos, análises sobre as tendências das violências monitoradas e recomendações ao Estado brasileiro e às plataformas digitais, com a intenção de subsidiar futuras políticas públicas e iniciativas legais contra a violência contra jornalistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A íntegra dos relatórios semanais do 1º turno está disponível</span><a href="https://linktr.ee/cdjor"> <span style="font-weight: 400;">aqui</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Interessados em receber os relatórios de monitoramento do 2º turno podem se inscrever neste</span><a href="https://mailchi.mp/97f1fba0ad88/newslettercdjor"> <span style="font-weight: 400;">link</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Coalizão em Defesa do Jornalismo é uma articulação de 11 organizações da sociedade civil em defesa da liberdade de imprensa, tendo como principais temas de atuação: proteção e segurança de comunicadores e jornalistas, sustentabilidade do jornalismo e integridade do espaço informacional. Compõem a Coalizão: Artigo 19, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação de Jornalismo Digital (Ajor), Intervozes &#8211; Coletivo Brasil de Comunicação Social, Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ), Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Instituto Tornavoz, Instituto Palavra Aberta, Instituto Vladimir Herzog, Jeduca &#8211; Associação de jornalistas de educação e Repórteres Sem Fronteiras (RSF).</span></p>
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		<title>Bloqueio do X não altera padrão de ataques a jornalistas nas redes durante as eleições</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/monitoramento/bloqueio-do-x-nao-altera-padrao-de-ataques-a-jornalistas-nas-redes-durante-as-eleicoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[famigerado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Oct 2024 23:25:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Monitoramento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Porém, embora o volume de publicações ofensivas tenha caído em comparação ao primeiro relatório, o padrão dos ataques a jornalistas e meios de comunicação se mantém, com uso de hashtags ofensivas e termos chulos visando a desqualificação tanto do profissional de imprensa como do veículo no qual ele/a trabalha. &#160; &#160; &#160; O tema que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Porém, embora o volume de publicações ofensivas tenha caído em comparação ao primeiro relatório, o padrão dos ataques a jornalistas e meios de comunicação se mantém, com uso de hashtags ofensivas e termos chulos visando a desqualificação tanto do profissional de imprensa como do veículo no qual ele/a trabalha.</span></p>
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<div id="attachment_404" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-404" class="wp-image-404" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_1-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_1-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_1-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_1-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-404" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<div id="attachment_405" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-405" class="wp-image-405" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_2-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_2-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_2-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_2-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-405" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tema que dominou as redes sociais brasileiras neste período foi justamente o bloqueio do X, com críticas fortes ao posicionamento de jornalistas que cobriram a medida do STF. Os mais visados, na própria plataforma, foram Andréia Sadi (67 ataques), André Trigueiro (30), Karina Michelin (16) e Camila Bomfim (13). No Instagram, os jornalistas mais atacados na semana foram Vera Magalhães e Leonardo Sakamoto, ambos sendo alvo de 35 postagens ofensivas cada. Abaixo, alguns exemplos dos posts:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;A militante hipócrita @AndreiaSadi disse que o X virou uma rede social tóxica. A pergunta é porque vocês ainda mantém a contém de vocês nessa rede social ainda já que é Tóxica? Única coisa Toxica no X é esse jornalismo lixo que vocês fazem e mentem. Eu desafio você…&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;@karinamichelin Jornalista militante não tem vergonha de mentir mas tem vergonha de ver as críticas e desprezo do Brasil.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;@reinaldoazevedo Você é uma vergonha. Jornalista com rabo preso com político e juíz não é respeitado&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;@leonardosakamoto sa-fa-do jornalista de aluguel&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Essa Daniela Lima é sem dúvidas a maior pros7i7uta do jornalismo brasileiro&#8221;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_408" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-408" class="wp-image-408" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_3-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_3-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_3-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_3-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-408" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_407" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-407" class="wp-image-407" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_4-1-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_4-1-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_4-1-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_4-1-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_4-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-407" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ataques aos meios de comunicação no X também mantiveram o padrão intenso de hostilidade direcionado principalmente aos veículos do Grupo Globo, a partir do uso de hashtags como #globolixo (678 menções), #globosta (40) e #desligaaglobo (9). Outras hashtags que se destacaram foram #jornalixo (27), #cnnlixo (12), #vejalixo (6), #imprensalixo (6) e #midialixo (6).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os veículos que sofreram ataques estão GloboNews (324), O Globo (31), CNN (25), G1 (22), Veja (16), O Estado de S.Paulo (12), Jovem Pan (11) e UOL (11). No Instagram, os principais alvos do período foram: GloboNews (128), O Estado de S.Paulo (127), Folha de S.Paulo (74) e O Globo (56). Abaixo alguns exemplos de postagens:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;@GloboNews @juliaduailibi Sério globolixo.. vcs ultrapassam todos os limites de serem fdp.. não sei como conseguem chegar em casa e olhar para seus filhos.. vocês são muito lixo&#8230;&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;@CNNBrasil A imprensa vermelha vulgo: relações públicas do Luladrão e do Xandão. Correndo desesperadamente para tirar o foco da merda que o Alexandre de Moraes fez. Pra quem entende essa situação é mais que corriqueira.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;@JovemPanNews #jovempanlixo abaixou as calças pro sistema. So bunda mole se esquerda nessa emissora <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f614.png" alt="😔" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;O mais impressionante é que até o ser humano mais analfabeto tem interpretação de texto melhor que os jornalistas da @folhadespaulo&#8230;&#8221;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_409" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-409" class="wp-image-409" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_5-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_5-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_5-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_5-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_5.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-409" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_410" style="width: 466px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-410" class="wp-image-410" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_6-240x300.jpg" alt="" width="456" height="570" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_6-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_6-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_6-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_6.jpg 1080w" sizes="(max-width: 456px) 100vw, 456px" /><p id="caption-attachment-410" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Violência na TV, no rádio e nas redes</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No período deste relatório, teve início a propaganda eleitoral obrigatória no rádio e TV e a continuação das sabatinas e entrevistas feitas por veículos de comunicação. Uma das entrevistas que mais gerou repercussão foi a do candidato à prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB) no programa Roda Viva, da TV Cultura, no dia 2/09. A entrevista desencadeou uma série de ataques nas redes contra jornalistas que compunham a bancada do programa, em especial contra a repórter da Agência Pública Amanda Audi, a colunista do jornal O Globo Malu Gaspar e o diretor de redação do Alma Preta, Pedro Borges. Borges foi vítima de ofensas racistas perpetradas por seguidores do candidato, recebidas inclusive por mensagens diretas no Instagram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A repórter Amanda Audi também foi alvo de ofensas do deputado estadual Denian Couto (Podemos/PR), apoiador do candidato Pablo Marçal. Ele usou seu canal no YouTube e o programa que tem em uma emissora de rádio para atacar a jornalista, referindo-se a ela como “semianalfabeta” por sua participação no Roda Viva.</span></p>
<h2><b>Os principais agressores no X</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes do bloqueio do X, foi possível mapear os perfis que mais utilizaram tags ou termos ofensivos à imprensa associadas a menções diretas a veículos de comunicação e jornalistas. Segundo o Labic-Ufes, responsável pelo monitoramento, essa prática faz parte de uma estratégia para impulsionar tags, utilizada para aumentar a sua visibilidade, tornando os ataques mais disseminados e amplificando seu alcance dentro da rede.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao associar as tags a figuras da mídia, esses usuários buscam fortalecer a narrativa de deslegitimação da imprensa e dos profissionais envolvidos. Os 10 usuários que mais publicaram ataques no período foram: @jacksontoledo6, @amaralina0866, @francisvalim, @marizmarcella, @scheilafratho, @sidneybeff, @gareth_rocha, @busch_novo, @nunomusik e @ patriam777.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos ataques à imprensa, as hashtags mais mobilizadas por esses usuários incluem #STFOrganizacaoCriminosa, #ForaLulaJá, #ForaLulaLadrão, #ForaLulaLadrao e #ForaLulaeSuaQuadrilha. As postagens revelam uma convergência de críticas direcionadas tanto à imprensa quanto a figuras políticas de destaque no país. Cinco dos dez principais agressores incluem na apresentação de seus perfis bandeiras do Brasil e menções ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à “ditadura do STF”.</span></p>
<h2><b>Ataque fora das redes</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O período foi marcado também por ataques a jornalistas fora das redes.  No dia 29 de agosto, em Manaus/Amazonas, foi registrado um episódio de agressão física contra o repórter Adriano Santos, do Radar Amazônia. Santos estava tentando questionar o prefeito da cidade, David Almeida (Avante), sobre possível crime eleitoral cometido no local, quando foi atingido por um golpe do seu segurança, identificado como tenente Renato Araújo Mota, que tentou arrancar o microfone da mão do jornalista.</span></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-411" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_7-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_7-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_7-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_7-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Copia-de-CDJor_Semana2_7.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<h2><b>Sobre o projeto</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em parceria com o Labic/UFES, a Coalizão em Defesa do Jornalismo está monitorando, desde o dia 15 de agosto, contas de jornalistas, meios de comunicação e candidatos/as em 9 capitais do Brasil (Porto Velho/RO, Belém/PA, Fortaleza/CE, Maceió/AL, Cuiabá/MT, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Florianópolis/SC e Porto Alegre/RS), nas plataformas de redes sociais Instagram e X.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São registradas postagens com termos e hashtags ofensivas e estigmatizantes contra o trabalho da imprensa. Episódios de ataques e violações ao trabalho da imprensa fora das redes, no âmbito da cobertura eleitoral, também estão sendo acompanhados. A análise dos principais resultados do levantamento será publicada toda semana, até a realização do segundo turno. Ao final das eleições, um relatório consolidará a avaliação do período monitorado e trará recomendações às autoridades e plataformas digitais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Integram a Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor): Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Ajor (Associação de Jornalismo Digital), Artigo 19, CPJ (Comitê para a Proteção de Jornalistas), Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas), Instituto Palavra Aberta, Instituto Vladimir Herzog, Instituto Tornavoz, Intervozes, Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação) e RSF (Repórteres Sem Fronteiras).</span></p>
<p>O post <a href="https://emdefesadojornalismo.org.br/monitoramento/bloqueio-do-x-nao-altera-padrao-de-ataques-a-jornalistas-nas-redes-durante-as-eleicoes/">Bloqueio do X não altera padrão de ataques a jornalistas nas redes durante as eleições</a> apareceu primeiro em <a href="https://emdefesadojornalismo.org.br">COALIZÃO - Em defesa da liberdade de imprensa no Brasil</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Na reta final do 1º turno, disputa acirrada em SP resulta em ataques a jornalistas nas redes</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/monitoramento/na-reta-final-do-1o-turno-disputa-acirrada-em-sp-resulta-em-ataques-a-jornalistas-nas-redes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[famigerado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2024 23:08:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Monitoramento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na maior cidade do país, dois episódios que marcaram os dias pré-votação resultaram em uma série de ataques de eleitores do candidato Pablo Marçal (PRTB) à imprensa no TikTok, no Instagram e também no X: a publicação por Marçal de um laudo médico falso contra o candidato Guilherme Boulos (PSOL) e uma declaração misógina feita [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Na maior cidade do país, dois episódios que marcaram os dias pré-votação resultaram em uma série de ataques de eleitores do candidato Pablo Marçal (PRTB) à imprensa no TikTok, no Instagram e também no X: a publicação por Marçal de um laudo médico falso contra o candidato Guilherme Boulos (PSOL) e uma declaração misógina feita pelo candidato contra sua adversária Tábata Amaral (PSB).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre 26 de setembro e 06 de outubro, foram 1.198 postagens agressivas registradas no Instagram, 1.015 no TikTok e 185 no X – um crescimento de mais de 10 vezes em relação à semana anterior, apesar da plataforma ainda estar bloqueada no Brasil no período analisado. Os dados revelam indícios de que não apenas o candidato Pablo Marçal, como apontou a Polícia Federal, mas também seus apoiadores burlaram o bloqueio determinado pelo Supremo Tribunal Federal nos últimos dias de campanha.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_371" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-371" class="wp-image-371" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_2-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_2-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_2-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_2-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-371" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<div id="attachment_372" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-372" class="wp-image-372" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_1-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_1-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_1-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_1-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-372" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Instagram, entre os 5 usuários que mais curtiram posts e comentários de ataques à imprensa está o perfil de um apoiador e multiplicador de conteúdos de Pablo Marçal, que segue a mesma linha do coach de anunciar a multiplicação fácil do seu patrimônio e prometer o mesmo para seus mais de 24 mil seguidores.</span></p>
<h3><b>Veículos e jornalistas mais atacados</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em todas as redes sociais, o uso de hashtags contra a imprensa cresceu. A mais usada no período, nas três plataformas monitoradas, foi #globolixo, seguida de outras atacando a emissora, que organizou os últimos debates televisionados do primeiro turno das eleições municipais. Esse aspecto pode ser sinal tanto de que há uma visão negativa difusa entre o público que utiliza diferentes redes sociais quanto um indicativo de uma articulação de ataque multiplataforma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo a dinâmica de associação da imprensa com a esquerda, muitos agressores utilizaram a hashtag contra a Globo ao lado de outras como #esquerdalixo e #foracomunismo e junto com termos depreciativos como “mídia militante”, “mídia esquerdista” e “caiu pix”, que insinua um jornalismo vendido aos interesses de partidos políticos. No TikTok, “globo lixo” apareceu inclusive em comentários a outros veículos, mostrando que a expressão virou um marcador de uma visão negativa sobre o conjunto da imprensa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_373" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-373" class="wp-image-373" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_3-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_3-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_3-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_3-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-373" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerando todos os perfis do grupo monitorados no Instagram e no TikTok, a Globo também liderou a lista de veículos mais atacados no período, com 479 ataques ao Portal G1, 391 à TV Globo, 146 à GloboNews e 86 ao jornal O Globo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exemplos de comentários publicados em postagens jornalísticas em perfis do grupo são:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A GLOBOSTA NÃO ATINGIU MARÇAL</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mídia militante, vcs não vão fazer com o Marçal o que fizeram com o Enéias. Marçal X Sistema</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Faltam 1 dia para ouvir William Bonner anunciar na globe: A justiça eleitoral acaba de confirmar a vitória no PRIMEIRO TURNO de Pablo Henrique Marçal do PRTB na disputa pela prefeitura de São Paulo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Consórcio Mídia Militante, STF e Extrema Esquerda Lulista (com emojis de dinheiro, letra M, e o número 28, do candidato Pablo Marçal)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já entre os 5 jornalistas mais atacados no período no Instagram estão 3 do Portal UOL: Tales Faria, Raquel Landim e, novamente, Leonardo Sakamoto. No TikTok, a mais atacada foi Fabíola Cidral, também do UOL, que mediou o debate do portal entre os candidatos à prefeitura de São Paulo, seguida pelo comentarista da Band, Reinaldo Azevedo, e pela apresentadora da GloboNews, Julia Duailibi. Todos haviam publicado reportagens ou análises envolvendo o candidato do PRTB.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_374" style="width: 473px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-374" class="wp-image-374" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_5-240x300.jpg" alt="" width="463" height="579" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_5-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_5-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_5-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_5.jpg 1080w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><p id="caption-attachment-374" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_375" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-375" class="wp-image-375" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_4-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_4-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_4-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_4-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_4.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-375" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se os dados forem analisados territorialmente, a disputa em São Paulo foi a que mais mobilizou a ação de agressores no ambiente online, com 187 ataques à cobertura de veículos e jornalistas do processo eleitoral paulista. Em seguida vem Cuiabá/MT, com 113 ataques registrados; Porto Alegre/RS, com 88; Rio de Janeiro/RJ, com 73; e Fortaleza/CE, com 60.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_376" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-376" class="wp-image-376" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_6-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_6-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_6-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_6-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_6.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-376" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Índice de toxicidade</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em parceria com o ITS-Rio, a CDJor também analisou o grau de toxicidade nas mensagens e nos comentários postados contra jornalistas e meios de comunicação nas três redes sociais monitoradas. Utilizando tecnologia de API do Google, cada comentário recebe um valor entre 0 e 1 em diversos parâmetros de análise. Quanto maior o valor, maior a chance de um usuário perceber aquele comentário como tóxico. Estabelecendo um grau de toxicidade para cada postagem analisada, é possível perceber um parâmetro de quão tóxico é o ambiente da plataforma em relação à imprensa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No período deste relatório, a média de toxicidade das postagens analisadas no TikTok foi de 0,38, enquanto no Instagram esse valor foi de 0,19. No X, mesmo com o bloqueio ainda em vigor e com base em amostra residual, a média de toxicidade das postagens analisadas foi de 0,27. A postagem a seguir, extraída do TikTok no dia 29 de setembro, foi classificada com grau de toxicidade de 0,92: “jornalista um pedaço de merda”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_377" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-377" class="wp-image-377" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_8-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_8-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_8-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_8-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_8.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-377" class="wp-caption-text">Fonte: ITS-Rio</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Ataques fora das redes</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O jornalista André Pessoa, do Portal 180 Graus, foi agredido no dia 28 de setembro enquanto cobria um comício do candidato Isaías Neto (PT), em São Raimundo Nonato, no sudeste do Piauí. Ele foi abordado por seguranças ao chegar no evento e espancado por seis pessoas, entre elas o fotógrafo da Prefeitura, Francisco Joaquim Tomaz Neto. O partido de Isaías Neto comanda o município, mas ele perdeu a eleição no dia 6. Durante o ataque, o jornalista teve seu celular e um drone furtados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 30 de setembro, a jornalista Paula Araújo, do Conexão GloboNews, sofreu uma agressão momentos antes de entrar ao vivo no canal a cabo. O incidente ocorreu em frente à sede da Rede Globo em São Paulo. A agressora tentou, sem sucesso, atacá-la com o tripé da câmera. Logo depois, desferiu um tapa na repórter e, ao deixar o local, acusou a emissora de perseguir Bolsonaro e seus apoiadores, usando a frase &#8220;globo lixo&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O jornalista Bruno Soares, do Jornal Plural, e a diretora do Jornal Primeira Linha, Bárbara Letícia Mezzomo, foram alvo de uma campanha de descredibilização movida pelo candidato à Câmara Municipal de Foz do Iguaçu/PR, Darlon Dutra (Mobiliza). Em um vídeo de aproximadamente 10 minutos, o candidato faz acusações de irregularidades e corrupção contra os profissionais, mobilizando a opinião pública para questionar a imparcialidade e estigmatizando seu trabalho. Darlon não foi eleito vereador no último dia 6 de outubro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Jornal Plural também foi alvo da coligação do vice-prefeito Eduardo Pimentel (PSD), candidato à prefeitura de Curitiba/PR, que obteve uma decisão judicial que censura reportagens do veículo sobre um caso de coação de funcionários públicos na capital paranaense. O caso envolve áudios vazados de uma reunião entre servidores municipais, na qual um superintendente exige que subordinados adquiram convites de R$ 3 mil para um evento do candidato. A decisão sobre os conteúdos jornalísticos foi proferida no dia 3 de outubro pelo juiz Marcelo Mazzali, da 4ª Zona Eleitoral de Curitiba.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o cumprimento da medida liminar, os conteúdos não podem mais ser acessados e, após consulta aos autos do processo, não foi possível conhecer a íntegra das matérias removidas. Do que consta no processo, não se vislumbra qualquer abuso por parte do Jornal Plural a justificar essa medida extrema. Para a Coalizão em Defesa do Jornalismo, é imprescindível que conteúdos jornalísticos que venham a ser removidos por ordem judicial estejam registrados nos autos, para que a sociedade possa fazer uma avaliação crítica do que foi decidido pelo Poder Judiciário e até mesmo para que instâncias superiores possam revê-las.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-378" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_7-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_7-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_7-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_7-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana6_7.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<h3><b>Sobre o projeto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o sexto relatório de monitoramento de ataques on-line contra a imprensa nas Eleições de 2024, que cobre de 26 de setembro a 6 de outubro (o período monitorado neste relatório foi ampliado para abarcar os dados do final de semana da votação do 1º turno). O projeto é realizado em parceria com o Labic/UFES e o ITS-Rio. A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) monitora, desde o dia 15 de agosto, contas de jornalistas, meios de comunicação e de candidatos/as em todas as capitais do Brasil, nas plataformas de redes sociais X, Instagram e TikTok.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São registradas postagens com termos e hashtags ofensivas e estigmatizantes contra o trabalho da imprensa no âmbito da cobertura eleitoral. Episódios de ataques e violações ao trabalho da imprensa fora das redes também estão sendo acompanhados. A análise dos principais resultados do levantamento será publicada toda semana, até a realização do segundo turno. Ao final das eleições, um relatório consolidará a avaliação do período monitorado e trará recomendações às autoridades e plataformas digitais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Integram a Coalizão em Defesa do Jornalismo:</span><a href="https://www.linkedin.com/company/abraji/"> <span style="font-weight: 400;">Abraji &#8211; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/ajor-digital/"> <span style="font-weight: 400;">Associação de Jornalismo Digital &#8211; Ajor</span></a><span style="font-weight: 400;"> ,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/artigo19/"> <span style="font-weight: 400;">ARTIGO 19 Brasil e América do Sul</span></a><span style="font-weight: 400;"> ,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/cpj/"> <span style="font-weight: 400;">Committee to Protect Journalists</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/fenaj-federa%C3%A7%C3%A3o-nacional-dos-jornalistas/"> <span style="font-weight: 400;">FENAJ &#8211; Federação Nacional dos Jornalistas</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/instituto-palavra-aberta/"> <span style="font-weight: 400;">Instituto Palavra Aberta</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/instituto-vladimir-herzog/"> <span style="font-weight: 400;">Instituto Vladimir Herzog</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/instituto-tornavoz/"> <span style="font-weight: 400;">Instituto Tornavoz</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/intervozes/"> <span style="font-weight: 400;">Intervozes</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://www.linkedin.com/company/jeducaeduca/"> <span style="font-weight: 400;">Jeduca: Associação de Jornalistas de Educação</span></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><a href="https://www.linkedin.com/company/reporters-without-borders/"> <span style="font-weight: 400;">Reporters Without Borders (RSF)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pela segunda semana seguida, TikTok concentra maior número de ataques à imprensa nas eleições</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/monitoramento/pela-segunda-semana-seguida-tiktok-concentra-maior-numero-de-ataques-a-imprensa-nas-eleicoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[famigerado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Oct 2024 23:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Monitoramento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://emdefesadojornalismo.org.br/?post_type=monitoramento&#038;p=505</guid>

					<description><![CDATA[<p>Só no período deste relatório —de 19 a 25 de setembro—, houve 2.885 ataques à imprensa no Tik Tok. Em comparação, no Instagram, rede também monitorada pela CDJor, foram identificados 967 ataques no mesmo período. No Instagram foram monitorados 196.591 posts e comentários, número bem próximo ao do TikTok, com 200.347 postagens. No X foi [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Só no período deste relatório —de 19 a 25 de setembro—, houve 2.885 ataques à imprensa no Tik Tok. Em comparação, no Instagram, rede também monitorada pela CDJor, foram identificados 967 ataques no mesmo período. No Instagram foram monitorados 196.591 posts e comentários, número bem próximo ao do TikTok, com 200.347 postagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No X foi identificada uma quantidade residual de ataques: um total de 18 postagens ofensivas contra a imprensa no período. O acesso está proibido em território nacional, mas algumas das contas que realizaram esses ataques têm conseguido burlar a decisão judicial com o uso de aplicativos de VPN. Algumas das hashtags utilizadas no X foram #globolixo, #emissoralixo, #globodefendebandido e a mais compartilhada, #jornalistadestrutivo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_381" style="width: 473px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-381" class="wp-image-381" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_1-240x300.jpg" alt="" width="463" height="579" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_1-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_1-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_1-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><p id="caption-attachment-381" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<div id="attachment_382" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-382" class="wp-image-382" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_2-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_2-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_2-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_2-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-382" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">O soco que um integrante da campanha de Pablo Marçal (PRTB) deu em um assessor de Ricardo Nunes (MDB) ao final do debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo, no dia 23 de setembro, foi a principal causa de  uma série de ataques a jornalistas e veículos de imprensa nos dias seguintes. O principal alvo dos ataques no Instagram e no TikTok foi o jornalista Carlos Tramontina, que conduzia o debate organizado pelo grupo Flow. No Instagram, os ataques contra Tramontina apareceram frequentemente seguidos das hashtags #jornazista e #parcialidade. Veja alguns exemplos de postagens:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">@celioqualidade &#8211; O Pseudo Jornalismo também tem que aprender ser imparcial, os Candidatos devem aparecer e não o Jornalista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">@adrianabataglini1974 &#8211; Absurdo o que fizeram com o Marçal, jornazista um verdadeiro compro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">@giseldadefranca &#8211; Despreparo de um jornalista junto com a parcialidade pode causar…. Debate fraco e incoerente…..</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As hashtags utilizadas para atacar veículos de imprensa nas redes focam, em grande medida, em ataques à Rede Globo. Hashtags usadas no Instagram como #globolixo e #globofakenews, insinuando que os veículos do Grupo Globo produzem desinformação, são encontrados em postagens violentas contra a imprensa. O grande número de ataques direcionados à emissora carioca e suas subsidiárias indica que a organização é tida por quem ataca como um ícone do ecossistema midiático. Ainda assim, no período de 19 a 25 de setembro, os veículos que mais sofreram ataques foram Metrópoles, seguido por UOL e G1. Folha e CNN completam o ranking em quarto e quinto lugar,  respectivamente. Algumas expressões utilizadas por quem ataca afirmam que a imprensa não é isenta na sua cobertura política e vinculam o jornalismo a um ideário de esquerda ou comunista. São frequentes expressões como “jornalismo imparcial”, “mídia esquerdista”, “totalmente parcial” e “jornalista parcial”. Leia um exemplo de post:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">@orfilenomed2022 &#8211; Condeno o ato praticado! Mas o alvo da imprensa militante e do “Consórcio Comunista” sempre será o Marçal &amp; Cia. Toda ação tem uma reação! Já apuraram que o agredido, inicialmente foi o agressor? Vamos rebobinar e colocar à luz dos fatos a materialidade da ação em sua completude!</span></p>
<h3><b>Os principais agressores</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cinco perfis que mais atacaram jornalistas e veículos de imprensa no período no Instagram foram @ronaldoandrade.escritor, @orfilenomed2022, @orfilenogomesogy, @lucioluizsalomao e @celioqualidade. No TikTok os perfis @unknown, @jwilsonoliveira, @user728373847, @vlademirnanci5 e @edmilsonmelo22 foram os mais nocivos à imprensa.</span></p>
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<div id="attachment_383" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-383" class="wp-image-383" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_3-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_3-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_3-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_3-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-383" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<div id="attachment_384" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-384" class="wp-image-384" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_4-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_4-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_4-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_4-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_4.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-384" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<h3><b>Outros ataques</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na madrugada do dia 25 de setembro, quatro homens armados renderam o vigilante e um repórter da TV Cidade, afiliada da Record TV, na cidade de Bacabal, no Maranhão, e atearam fogo nos equipamentos da emissora. Há indícios de motivação política, uma vez que a emissora fazia críticas ao candidato a prefeito Marcos Miranda (União Brasil). O vereador Manoel Passos de Araújo, conhecido como Júnior Passos, aliado do candidato do União Brasil, foi preso em flagrante por suspeita de ser o mandante do atentado, mas foi liberado.</span></p>
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<div id="attachment_385" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-385" class="wp-image-385" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_5-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_5-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_5-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_5-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana5_5.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-385" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<h3><b>Índice de Toxicidade</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em parceria com o ITS-Rio, a CDJor também analisou o grau de toxicidade nas mensagens e nos comentários postados contra jornalistas e meios de comunicação nas três redes sociais monitoradas. Utilizando tecnologia de API do Google, cada comentário analisado recebe um valor entre 0 e 1. Quanto maior o valor, maior a chance de um usuário perceber aquele comentário como tóxico. Os modelos avaliam os comentários em uma série de atributos que descrevem conceitos emocionais que podem impactar uma  conversa. Estabelecendo um grau de toxicidade para cada postagem analisada, é possível estabelecer um parâmetro de quão tóxico é o ambiente da plataforma em relação à imprensa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Analisando as postagens monitoradas pela CDJor, no caso do TikTok, a média de toxicidade das postagens analisadas é de 0,39, enquanto no Instagram esse valor é de 0,22, reforçando a preocupação de que o TikTok se converta na principal plataforma de ataque à imprensa nas redes sociais. Vale mencionar que, mesmo com atuação suspensa no Brasil e com base em amostra residual, a média de toxicidade das postagens analisadas no X está acima das outras duas: 0,44. O exemplo de postagem a seguir, extraído do Tik Tok no dia 25 de setembro, foi classificado com um grau de toxicidade de 0,89, bem próximo ao grau máximo:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">malditos da globo lixo mentiram antes e mentem agora</span></p>
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<hr />
<h3><b>Sobre o projeto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o quinto relatório de monitoramento de ataques on-line contra a imprensa nas eleições municipais de 2024, que cobre a sexta semana de campanha eleitoral (19 a 25 de setembro). O projeto está sendo realizado em parceria com o Labic/UFES. A Coalizão em Defesa do Jornalismo está monitorando, desde o dia 15 de agosto, contas de jornalistas, veículos e candidatos/as em todas as capitais do Brasil, nas plataformas de redes sociais Instagram, X e, a partir do relatório passado, TikTok.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São registradas postagens com termos e hashtags ofensivas e estigmatizantes contra a imprensa no âmbito da cobertura eleitoral. Episódios de ataques e violações ao trabalho jornalístico fora das redes também estão sendo acompanhados. A análise dos principais resultados do levantamento vem sendo publicada toda semana, e irá até a realização do segundo turno. Ao final das eleições, um relatório consolidará a avaliação do período monitorado e trará recomendações às autoridades e plataformas digitais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Integram a Coalizão em Defesa do Jornalismo: Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Ajor (Associação de Jornalismo Digital), Artigo 19, CPJ (Comitê para a Proteção de Jornalistas), Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas), Instituto Palavra Aberta, Instituto Vladimir Herzog, Instituto Tornavoz, Intervozes, Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação) e RSF (Repórteres Sem Fronteiras).</span></p>
<p>O post <a href="https://emdefesadojornalismo.org.br/monitoramento/pela-segunda-semana-seguida-tiktok-concentra-maior-numero-de-ataques-a-imprensa-nas-eleicoes/">Pela segunda semana seguida, TikTok concentra maior número de ataques à imprensa nas eleições</a> apareceu primeiro em <a href="https://emdefesadojornalismo.org.br">COALIZÃO - Em defesa da liberdade de imprensa no Brasil</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TikTok é incluído no monitoramento e revela número preocupante de ataques à imprensa nas eleições</title>
		<link>https://emdefesadojornalismo.org.br/monitoramento/tiktok-e-incluido-no-monitoramento-e-revela-numero-preocupante-de-ataques-a-imprensa-nas-eleicoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[famigerado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 23:18:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Monitoramento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O número de canais monitorados nesta semana foi expandido, totalizando 868 no Instagram e 451 no X, além da inclusão dos 17 canais de meios de comunicação no TikTok. A quantidade de termos ofensivos foi ampliada, chegando a 596 nas três redes sociais e incluindo expressões mais sutis, como &#8220;Verinha&#8221; (referência à jornalista Vera Magalhães), [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://emdefesadojornalismo.org.br/monitoramento/tiktok-e-incluido-no-monitoramento-e-revela-numero-preocupante-de-ataques-a-imprensa-nas-eleicoes/">TikTok é incluído no monitoramento e revela número preocupante de ataques à imprensa nas eleições</a> apareceu primeiro em <a href="https://emdefesadojornalismo.org.br">COALIZÃO - Em defesa da liberdade de imprensa no Brasil</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O número de canais monitorados nesta semana foi expandido, totalizando 868 no Instagram e 451 no X, além da inclusão dos 17 canais de meios de comunicação no TikTok. A quantidade de termos ofensivos foi ampliada, chegando a 596 nas três redes sociais e incluindo expressões mais sutis, como &#8220;Verinha&#8221; (referência à jornalista Vera Magalhães), &#8220;Mafalda&#8221; (usada para atacar o jornalista Ricardo Noblat) e &#8220;caiu o pix&#8221; (sugestão de suposta corrupção). O objetivo dos ataques segue o mesmo: estigmatizar jornalistas e veículos e descredibilizar o trabalho da imprensa na cobertura das eleições municipais.</span></p>
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<div id="attachment_390" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-390" class="wp-image-390" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_1-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_1-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_1-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_1-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-390" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<div id="attachment_391" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-391" class="wp-image-391" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_2-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_2-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_2-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_2-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-391" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">A eleição à prefeitura de São Paulo dominou as redes nessa quarta semana devido à cadeirada desferida pelo candidato José Luiz Datena (PSDB) no também candidato Pablo Marçal (PRTB) durante um debate na TV Cultura, no dia 15 de setembro. Esse incidente violento gerou uma grande quantidade de postagens e comentários, incluindo a cobertura da agressão pela imprensa. Dois jornalistas se destacaram por terem sido alvos de ataques nesse período: Pedro Meletti, que apresentou uma Cronologia da Cadeirada na CNN, e Diego Sarza, do UOL, que se envolveu em uma discussão com Pablo Marçal enquanto cobria o debate da RedeTV!, realizado no dia 17 de setembro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meletti foi acusado por apoiadores de Marçal de fazer “jornalismo militante” e de tentar justificar a cadeirada. “Justificar agressão foi demais pro jornalismo militante”, “Jornalismo está de péssimo a pior” e “Jornalismo abre a boca sai merda” foram alguns dos comentários ofensivos recebidos por Meletti no perfil CNN Política no Instagram. O jornalista liderou a lista no período monitorado com 208 ataques, seguido por Sarza, com 168.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O repórter do UOL foi atacado depois de pedir uma declaração a Marçal quando ele chegava para o debate na RedeTV!. Ao reportar ao vivo a negativa do candidato em falar com a imprensa, Sarza foi interrompido por Marçal e os dois discutiram. Apoiadores do candidato criticaram a postura do jornalista no perfil do UOL no Instagram, chamando-o de “militante” e “parcial”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda no Instagram, reverberando os ataques a Meletti e Sarza, os perfis de veículos mais atacados foram os do UOL, com 451 comentários, o da CNN Política, com 194, e o da CNN Brasil, com 193. Termos como &#8220;mídia podre&#8221; e &#8220;jornalismo imparcial&#8221; e “imprensa vendida” foram usados para tachar esses veículos e também a imprensa de modo geral. Os comentários, como sempre, pesaram a mão no uso de termos ofensivos, assim como as hashtags. As mais usadas no período foram #ripjornalismo e #imprensahipocrita.</span></p>
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<div id="attachment_392" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-392" class="wp-image-392" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_3-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_3-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_3-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_3-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-392" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<div id="attachment_393" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-393" class="wp-image-393" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_4-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_4-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_4-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_4-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_4.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-393" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">Também se observou no período a recorrência da palavra lixo associada a veículos de imprensa, como #bandlixo, #uollixo, #folhalixo e #tvculturalixo, como já acontece faz tempo com a Rede Globo. Aos já conhecidos &#8220;globolixo&#8221;, &#8220;globo tendenciosa&#8221; e &#8220;globosta&#8221;, os internautas acrescentaram &#8220;globe&#8221;, termo que poderia estar ligado, de forma debochada, ao uso de pronomes neutros muitas vezes associados a atores da esquerda e aos ditos &#8220;militantes&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No TikTok, os veículos mais atacados foram Metrópoles, com 199 comentários, UOL, com 107, e Folha de S.Paulo, com 36. Alguns exemplos de comentários:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">@andrefagundes746 &#8211; A mídia quer destruir Pablo marcal meu voto dele ! Armadilha mídia ! Mídia suja !</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">@vitor.bulhes5 &#8211; Folha de São Paulo é o pior portal de notícias do Brasil !! Só esquerdistas tóxicos e sensacionalistas e totalmente parcial para os que não os convém!!!</span></p>
<h2><b>Outros ataques</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ter ocorrido um dia antes do período de monitoramento, em 11 de setembro, foi registrado o caso da jornalista Cláudia Carvalho, do portal ParlamentoPB. Depois de postar  sobre propostas do candidato a vereador de João Pessoa Moisés Mota (Solidariedade) que envolvem criar o “maior parque pet do Brasil”, entre outras, Cláudia recebeu mensagens diretas do candidato insinuando que ela deveria estar trabalhando na &#8220;assessoria política de algum vereador&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 16 de setembro, o repórter Bruno Martins, do Jornal Ouvidor, foi alvo de ameaça por telefone feita pelo vereador Marcos Felipe de Oliveira Barbosa (União Brasil), de Santa Isabel (SP), conhecido como Marcos Cannor. O vereador se irritou com uma reportagem do jornalista sobre um incêndio ocorrido em sua propriedade. Segundo Martins relatou no boletim de ocorrência registrado na polícia, Cannor teria ligado para ele e dito: “Espero que você esteja gravando isso, ou você arruma essa sua matéria, ou eu vou entubar em você”. Posteriormente, enviou mensagens de texto ao repórter, classificando o jornal como &#8220;lixo&#8221; e seus profissionais como &#8220;vermes&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_394" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-394" class="wp-image-394" src="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_5-240x300.jpg" alt="" width="450" height="563" srcset="https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_5-240x300.jpg 240w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_5-819x1024.jpg 819w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_5-768x960.jpg 768w, https://emdefesadojornalismo.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CDJor_Semana4_5.jpg 1080w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-394" class="wp-caption-text">Fonte: Labic/UFES</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<h2><b>Sobre o projeto</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o quarto relatório de monitoramento de ataques on-line contra a imprensa nas Eleições de 2024, que cobre a quarta semana de campanha eleitoral (12 a 18 de setembro). O projeto está sendo realizado em parceria com o Labic/UFES. A Coalizão em Defesa do Jornalismo está monitorando, desde o dia 15 de agosto, contas de jornalistas, meios de comunicação em 9 capitais do Brasil (Porto Velho/RO, Belém/PA, Fortaleza/CE, Maceió/AL, Cuiabá/MT, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Florianópolis/SC e Porto Alegre/RS) e de candidatos/as em todas as capitais, nas plataformas de redes sociais Instagram, X e, a partir deste relatório, TikTok.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São registradas postagens com termos e hashtags ofensivas e estigmatizantes contra o trabalho da imprensa no âmbito da cobertura eleitoral. Episódios de ataques e violações ao trabalho da imprensa fora das redes também estão sendo acompanhados. A análise dos principais resultados do levantamento será publicada toda semana, até a realização do segundo turno. Ao final das eleições, um relatório consolidará a avaliação do período monitorado e trará recomendações às autoridades e plataformas digitais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Integram a Coalizão em Defesa do Jornalismo: Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Ajor (Associação de Jornalismo Digital), Artigo 19, CPJ (Comitê para a Proteção de Jornalistas), Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas), Instituto Palavra Aberta, Instituto Vladimir Herzog, Instituto Tornavoz, Intervozes, Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação) e RSF (Repórteres Sem Fronteiras).</span></p>
<p>O post <a href="https://emdefesadojornalismo.org.br/monitoramento/tiktok-e-incluido-no-monitoramento-e-revela-numero-preocupante-de-ataques-a-imprensa-nas-eleicoes/">TikTok é incluído no monitoramento e revela número preocupante de ataques à imprensa nas eleições</a> apareceu primeiro em <a href="https://emdefesadojornalismo.org.br">COALIZÃO - Em defesa da liberdade de imprensa no Brasil</a>.</p>
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