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21.11.2025
Notas e posicionamentos

CDJor repudia ataques à imprensa em evento do governo do estado de Alagoas

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CDJor repudia ataques à imprensa em evento do governo do estado de Alagoas

A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) repudia veementemente as declarações do coronel da reserva do Exército Márcio Saldanha Walker, proferidas durante evento oficial da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, que associaram veículos de imprensa locais – Mídia Caeté, Extra Alagoas e G1 Alagoas – ao crime organizado.

As afirmações aconteceram num contexto de formação de profissionais de segurança do referido estado, o que intensifica a gravidade das declarações, que sugerem que o trabalho jornalístico sério e independente seria conivente com uma suposta “narcocultura” ou financiado por organizações criminosas.

Além de não corresponderem com a realidade, as alegações contribuem para a estigmatização do trabalho de jornalistas e a normalização de ataques a profissionais, ferindo a liberdade de expressão e de imprensa.

No evento, o coronel da reserva, que atua como palestrante, sugeriu a elaboração de dossiês sobre profissionais da imprensa, bem como a utilização de mecanismos institucionais para pressionar repórteres, o que é uma apologia direta à intimidação institucional contra o exercício da atividade jornalística. Repudiamos esse tipo de prática, lembrando que o jornalismo é parte fundamental para o funcionamento dos processos democráticos.

Além disso, o Brasil registra altos índices de violência contra jornalistas e é preocupante que o governo do estado de Alagoas promova ações que atacam a liberdade de imprensa. Acreditamos que é papel dos governos garantir o livre exercício do jornalismo e a segurança dos profissionais da área como compromisso permanente com cidadãos, a probidade institucional e a integridade da informação.

Causa ainda mais preocupação o fato de a palestra ser proferida por um profissional que atua orientando forças de segurança em diversos estados, o que pode disseminar uma danosa cultura de aversão ao trabalho da imprensa. É uma postura que criminaliza a defesa de direitos humanos, além do exercício do jornalismo.

Manifestamos nossa solidariedade aos jornalistas e veículos de comunicação de Alagoas que foram alvo das afirmações no evento: Mídia Caeté, Extra Alagoas e G1 Alagoas.

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