A COALIZÃO
QUEM SOMOS
NA MÍDIA
O QUE FAZEMOS
ATUAÇÃO
NOTAS E POSICIONAMENTOS
PUBLICAÇÕES
MONITORAMENTO
NOTÍCIAS
Instagram - Coalizão em defesa do jornalismo
X - Coalizão em defesa do jornalismo
Linkedin - Coalizão em defesa do jornalismo
Youtube - Coalizão em defesa do jornalismo
14.07.2023
Notas e posicionamentos

Organizações de defesa do jornalismo repudiam censura, remoção de conteúdo e recolhimento de revista Piauí

Compartilhar no Whatsapp
Compartilhar no Facebook
Compartilhar no Twitter
Compartilhar no Linkedin
Organizações de defesa do jornalismo repudiam censura, remoção de conteúdo e recolhimento de revista Piauí

As organizações de defesa da liberdade de imprensa e do jornalismo abaixo assinadas repudiam e vêem com extrema preocupação a decisão da Justiça do Distrito Federal de ordenar a retirada de nomes citados em reportagem da edição de junho da revista Piauí. Na prática, a medida resultou na retirada da publicação das bancas.

Datada de 20 de junho, a decisão do juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível do Distrito Federal, foi reiterada pelo desembargador Robson Teixeira de Freitas, do Tribunal de Justiça do DF, no dia 5 de julho. Raposo Filho concedeu liminar favorável ao pedido de um casal que teve seu nome citado na reportagem O cupinzeiro, sobre desmandos do governo Bolsonaro no programa Mais Médicos. O texto do jornalista Breno Pires cita o casal pois seus nomes constam de um relatório de investigação interna do Ministério da Saúde. A decisão ordenou a supressão dos nomes tanto da versão impressa como digital.

A revista Piauí ingressou com um agravo de instrumento defendendo a regularidade da reportagem e o direito constitucional à liberdade de imprensa. Também tratou de mostrar a impossibilidade de, em meados de julho, suprimir nomes em uma edição impressa distribuída a assinantes e bancas no início de junho. O desembargador Teixeira de Freitas, no entanto, negou o pedido de suspensão da decisão feito pela Editora Alvinegra, que publica a Piauí. Para o desembargador, a medida “não implica prejuízo imediato e irreparável ao exercício da atividade jornalística” e será “facilmente reversível”.

As decisões da Justiça de Brasília representam censura ao trabalho de imprensa. É preocupante e lamentável que uma decisão do Poder Judiciário leve à retirada da publicação das bancas de revistas, remontando tempos funestos da história brasileira.

O recolhimento da edição de circulação das bancas atinge uma rede de distribuição, segundo a Editora Alvinegra, de mais de cinco mil bancas em todo o país. Fica evidente que a decisão, a despeito das palavras do desembargador, não é “facilmente reversível”. Para tanto, caso a Justiça decida em colegiado a favor da editora, uma nova edição teria de ser publicada e distribuída a essas cinco mil bancas.

É importante ressaltar que a reportagem cumpre seu papel de apresentar dados e nomes de interesse público, o que é função, direito e vocação do jornalismo. Com essa decisão, perde não apenas a revista Piauí, mas todo o conjunto da sociedade em seu direito de acesso à informação.
As organizações abaixo assinadas se solidarizam com a equipe da revista Piauí, em especial com o jornalista Breno Pires, e aguardam que a decisão seja revogada pelo órgão colegiado ou pelas instâncias superiores.

14 de julho de 2023

Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo
ARTIGO 19 Brasil e América do Sul
Tornavoz
Instituto Vladimir Herzog
Instituto Palavra Aberta
Rede Nacional de Proteção de Jornalistas e Comunicadores
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas
Ajor – Associação de Jornalismo Digital
Jeduca – Associação de Jornalistas de Educação
Repórteres Sem Fronteiras (RSF)
Aner – Associação Nacional dos Editores de Revistas

VeJA TAMBéM
CDJor repudia ataques à jornalista Natalia Viana, da Agência Pública
CDJor repudia ataques à jornalista Natalia Viana, da Agência Pública
A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) repudia os ataques nas redes sociais dirigidos nos últimos dias à jornalista Natalia Viana, cofundadora e diretora executiva da Agência Pública, veículo também atacado. As ofensas começaram em 20 de agosto, depois que a jornalista, durante uma apuração, procurou esclarecimentos do influenciador Paulo Figueiredo, que passou a ofender e expor a jornalista nas redes, incitando a reprodução dos ataques entre os seguidores.
SAIBA MAIS
CDJor repudia decisões da Justiça Eleitoral de Alagoas que determinaram a remoção de reportagem da Mídia Caeté
CDJor repudia decisões da Justiça Eleitoral de Alagoas que determinaram a remoção de reportagem da Mídia Caeté
A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) manifesta profunda preocupação com as decisões proferidas no âmbito da Representação nº 0600488-32.2026.6.02.0000, do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), que determinaram a remoção de matéria intitulada “Mensagens vazadas apontam oferta de dinheiro a alunos para evento político com deputado Rafael Brito (MDB)” e de postagem correlata na página da Mídia Caeté no Instagram.
SAIBA MAIS
Sigilo da fonte é garantia constitucional para proteger  direito da sociedade à informação
Sigilo da fonte é garantia constitucional para proteger direito da sociedade à informação
CDJor pede que plenário do STF restabeleça a necessária proteção ao instituto, em nome de condições seguras para o trabalho da imprensa
SAIBA MAIS
Combate a ataques coordenados contra mulheres jornalistas é urgente para a democracia
Combate a ataques coordenados contra mulheres jornalistas é urgente para a democracia
A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor), que reúne onze organizações que atuam pela proteção de jornalistas e em apoio ao direito da sociedade ser informada de maneira plural e independente, vem reconhecer a importância do decreto presidencial 12.976/2026, editado pelo governo federal no último dia 21 de maio, visando a garantia de direitos das mulheres no ambiente digital.
SAIBA MAIS
VEJA MAIS